quinta-feira, 28 de março de 2013

Feliz Páscoa





quarta-feira, 27 de março de 2013

JKA ou NKK - Japan Karate Association ou Nihon Karate Kyokai


KARATE KID Lyoto Machida, paraense que já foi campeão do UFC

Como um nissei de Belém do Pará com um corpo aparentemente normal derrota verdadeiras máquinas de luta e se torna campeão mundial invicto de vale-tudo? Na entrevista a seguir, Lyoto Machida oferece algumas respostas: um investimento tão forte na parte mental quanto na física, algo raro nesse universo, e um mergulho na essência do caratê, transmitida por seu pai Yoshizo. Parece que está dando certo: 16 vitórias em 16 lutas e o cinturão do UFC dos meios-pesados. “Não quero ser mais um campeão”, Lyoto avisa. É a volta do caratê às manchetes. É a era dos Machida no vale-tudo



Yoshizo Machida passa o dedo na lombada dos livros enfileirados na prateleira. Todos são escritos em japonês. Um ou outro em chinês. “Esse, coisa de espírito...; esse, kung fu zen...; esse, arte marcial com ginástica...; esse, pontos vitais de acupuntura.” Por mais que Yoshizo viva no Brasil há 42 anos, as sílabas seguem carregadas de sotaque oriental. “Esse, como você se prepara para ser kamikaze no tempo de guerra...; esse, diálogo de cavalo com o homem...; esse, kendo, como ataca, recua, defende...; esse, aikido...; esse, coisa de judô, como começou, a história do judô.” Yoshizo, sem camisa, faz pausa para limpar o suor da testa. Belém é um forno. Neste fim de tarde de novembro – talvez por não ter chovido tudo o que se espera diariamente da capital paraense –, o bafo quente abraça ainda mais. Yoshizo muda de estante e apresenta as obras prediletas. “Esses, livros raros, raros, quase não tem. Samurai que escreveu, e jornalista colocou em idioma atual. Filosofia samurai. Como você vai fazer seu vida correto. Como você comia comida em tempo de samurai. Carne, pouquinho... verduro, como mastigava.” Entre as lombadas, um quadro de vidro conserva foto de Yoshizo jovem, de quimono branco. “Nesse tempo, eu era muito forte, muito rápido, relâmpago, né... 62, 65 kg, hoje, 83 [risos]... No Japão, eu brigava contra gente de faca, defendia amigo que não era lutador. Nunca usei faca, só caratê mesmo. Por isso treinei muito.” A viagem ao passado é breve. Ele logo retoma os livros de outra parte da estante. “Não tenho professor desde 22 anos [idade em que chegou ao Brasil]. Professor de eu são os livros. Muitos anos lendo. Esse, ioga, como respira... Esse, filosofia de Buda, como é a vida, o mundo, tudo. Esse, Allan Kardec, não é muito diferente... Acredito em Deus, mas não tenho religião. Religião é o caratê.”

Cada palavra, cada livro, cada lembrança de Yoshizo é fundamental para compreender o estilo de luta (e de vida) de seu filho caçula, Lyoto Machida, ou Lyoto “The Dragon” Machida, 31 anos, 96 kg e 1,85 m. Trata-se do principal lutador brasileiro de vale-tudo do momento, campeão da disputadíssima categoria meio-pesado (até 93 kg) do UFC (Ultimate Fighting Championship). “Meu pai é o grande mestre. Não sou um lutador que usa a força pela força. Meus diferenciais são o espírito, a meditação. Minha preocupação é desenvolver a intuição.” Lyoto não sabe o que é perder desde que subiu pela primeira vez ao ringue, contra o japonês Kengo Watanabe, no dia 2 de maio de 2003. A invencibilidade já dura seis anos e 16 combates.

O cobiçado cinturão do UFC foi conquistado dia 23 de maio de 2009, após nocautear o norte-americanoRashad Evans. “O caratê está de volta!”, berrou Lyoto ao sagrar-se campeão no MGM Grand Arena, em Las Vegas. A vitória veio depois de um violento direto de direita, seguido de um cruzado de esquerda. O rapaz tem uma pancada animal com os dois braços. “Quando Lyoto fez 11 anos, falou que queria ser campeão do mundo”, recorda o pai. “Na época, ele só escrevia com a mão direita. ‘Quer ser campeão?’, eu disse. Então, usa a mão esquerda. Dois mãos, usar igual. Desenvolve cérebro, equilíbrio. Não sou eu que digo. É cientista”, ensina Yoshizo.
Imagem: Arquivo pessoal
O patriarca sentado ao lado de um aluno da Apam (Associação Paraense de Artes Marciais) e escoltado pelos três filhos em pé
O patriarca sentado ao lado de um aluno da Apam (Associação Paraense de Artes Marciais) e escoltado pelos três filhos em pé
O duelo em que o paraense (de fato, ele nasceu em Salvador, mas com 3 meses já estava em Belém) foi mais castigado aconteceu em seu último compromisso, no dia 24 de outubro (UFC 104), sua primeira defesa de título, contra o curitibanoMaurício Shogun Rua. Lyoto venceu por decisão unânime dos três juízes, mas foi vaiado pelo público. “Vitória é vitória”, decreta. “Achei as vaias normais, pois se espera sempre demais de um campeão. Eu vinha de duas performances muito boas [nocautes contra Rashad e Thiago Silva], mas nem sempre isso é possível”, afirma. “Estou pronto para qualquer desafio. Shogun mudou o jogo dele para me enfrentar, mas sou eu que serei uma surpresa na próxima luta.” A revanche, aliás, já foi marcada para 1º de maio de 2010, em Montreal, Canadá.

Casado com Fabyola, pai de Tayo (de 1 ano e 4 meses), Lyoto vive longe da badalação norte-americana em torno do UFC e prefere não treinar nas principais academias do Rio de Janeiro e de São Paulo. “Gosto dos Estados Unidos, mas Belém é a minha cidade. Aqui, encontro tudo o que preciso. É um conjunto que faz a diferença, não adianta apenas treinar. Para mim, o lado afetivo, o psicológico e o familiar são essenciais.” A relação com a capital paraense também está no detalhe de ela se localizar em plena selva. “Existe todo um mistério em viver aqui na Amazônia. Faço questão de treinar perto do rio, ou em alguma praia, ou numa fazenda distante daqui. É uma ligação com a natureza muito forte.” Dois meses antes de uma luta, Lyoto intensifica a meditação em locais silenciosos. Encerra a meditação com uma prece de agradecimento. “Procuro me basear um pouco na história dos samurais, na forma como agiam.” O cuidado extremo com a parte, digamos, intelectual da luta explica o estilo observador de Lyoto no ringue. “Lá em cima, são duas pessoas fazendo a mesma coisa. O que importa é o pensamento ser diferente.”

Trip passou um sábado com os Machida, dia em que a família se reúne para almoçar ao redor do sábio patriarca – que adora caranguejo. Acompanhe os principais trechos da entrevista com Lyoto, mas, antes, até por questão de respeito, veja um pouco mais o que o mestre Yoshizo tem a dizer.
“O estilo de Lyoto é a defesa. Deixa primeiro atacar. Depois contra-ataca. Desde criança é assim. Observa...”, conta o pai

1º round: Yoshizo Machida

Quais são os três pontos mais importantes em uma luta?
O primeiro é o bista [vista]. Você vai olhar a distância meu e distância dele, tem que observar tudo. Você tem que olhar física dele, distância dele, tem que olhar antes. O que ele está pensando. Estratégia dele, né, sentir. Olhar, sente.

Por isso Lyoto é observador no ringue e não vai logo para a porrada?
Isso. Com o bista você observa o ritmo dele, e já consegue entender o que o outro faz. O bista é exatamente sentir aquele ritmo e conseguir quebrar esse ritmo. Primeiro, é bista... Para ver distância, tudo. Depois, é base. Distância certa não toma, né?

Então, primeiro, vista; segundo, base.
Em cima da base, tem a cintura. Usa a cintura, cintura vira... Cintura vai avançar, cintura recua, cintura direita, esquerda... [Yoshizo mostra movimentos de caratê, vestindo um quimono japonês cinza.]

A cintura funciona como base de ataque?
Ataque, defesa, tudo. Cintura com o tronco. Não sou eu que falo isso. Tudo os lutadores, mestres. Muita gente esquece isso. Diz “velocidade, força”. Mas japonês fala mikiri, se você tá com faca, espada. Não pode defender com braço.

Mikiri é o ato de sair e não se deixar encostar?
Isso. Significa golpe de bista. Caratê tem muito isso, dentro do fundamento, mas, às vezes, não usa porque é só fundamento, né?

O ponto forte da luta de Lyoto está na cabeça?
O estilo do Lyoto é a defesa, o contra-ataque. Deixa primeiro atacar. Depois contra-ataca. Desde criança é assim. Observa…


Imagem: Arquivo pessoal
Reflexo do pai: Lyoto experimenta a faixa preta de Yoshizo
Reflexo do pai: Lyoto experimenta a faixa preta de Yoshizo
O senhor que ensinou esse estilo?
É dele mesmo, né? O outro irmão dele ataca. O Chinzo [de 32 anos, filho do meio, dos três naturais de Yoshizo com a baiana Ana]. Pouca pessoa que contra-ataca. Lutador de caratê, né? Quando luta esse MMA [Mixed Martial Arts], observa primeiro. Não é pra adversário bater, bater. Aí, fica garantido, se não tem chance, ele não entra.

O senhor não acha que o estilo de luta de Lyoto pode estar começando uma nova fase no MMA?
Eu acho que é. Tem bastante lutador bom que usa, mas poucos brasileiros. Um deles é o Anderson Silva [lutador paranaense de 34 anos], ele usa. Ele usa tudo. Usa bista, usa base, na hora de bater, usa cintura.

Por que o senhor acha que antes de o Lyoto chegar ao MMA o caratê estava tão esquecido?
Porque tira muito o lado do esporte. Porque tira ponto. Não pode bater, então pensam que o caratê é isso, né? No MMA, o cara segura, você derruba. O caratê também tem isso.

O filho do senhor está resgatando a essência do caratê?
Ele quer lutar. E, quanto mais estuda, quer ir mais fundo no antigo caratê. Por exemplo, o caratê meu, para derrubar, não precisa usar a mão. Só da posição que você ataca, o cara já cai para o outro lado.

Nas lutas de Lyoto, como o senhor se comporta perto do ringue?
Eu fico atrás dele, como corner, mas só observando. Se tem uma coisa, um detalhe assim, aí eu toca. Eu não falo direto com ele. Porque às vezes muita gente fala e atrapalha, né?

O senhor não fala nada na hora?
Não fala nada. Eu mando comando, fico olhando e observando... Antes que acontece isso, eu avisa [passa rápidas coordenadas para Chinzo, filho que fica no corner e única pessoa a falar direto com Lyoto durante o combate].

O senhor avisa antes o que vai acontecer?
Eu avisa antes porque sente, né?

O senhor sente os golpes que o adversário está planejando?
Sente. O cara é rápido, mas ele pensa, tipo assim, ainda mais para pessoa nova, porque eles pensam: “Ah, eu vou bater aqui...”. E eu já vejo isso antes.

O senhor saiu do Japão e chegou ao Brasil com 22 anos formado em engenharia civil. Por que veio para cá?
Eu realmente formou em engenharia, mas antes disso queria ser professor de caratê. Mas meu pai e minha mãe proibiam isso. Então, quebrou o meu sonho... Aí, pedi para o meu pai me dar uns cinco anos... Depois de cinco anos eu volta para o Japão e continuo... Ele deixou, mas depois de cinco anos eu não voltei [risos]. Eu queria experimentar meu vida. Viagem de navio de 45 dias. Quando cheguei, ninguém conhece no Brasil. Nem português eu falava. Eu testava se realmente dava ou não, né? Um colega meu e muita gente foi embora pra Japão, mas eu não voltei. São 42 anos aqui. No começo, trabalhei com engenharia, governo japonês, trabalhava na mata, sem luz, sem nada. Aí, fazia construção de estrada, ponte, loteamento de fazenda. Depois saiu, cortar madeira. Depois, cortar mato, plantar pimenta-do-reino, seringa, essas coisas que a colônia plantava. Aí, saiu e comecei a lutar caratê, um ano em São Paulo, depois Salvador, três anos, depois pro Pará. Lyoto nasceu em Salvador. Chegou aqui com 3 meses. Depois, fiz a Apam [Associação Paraense de Artes Marciais].

Por que escolheu o Pará para viver?
Muita gente pergunta por que eu gosto desse Amazônia e rio, o rio Amazonas, que é um dos maiores, né? Eu acho que o tesouro está aqui no Brasil. Qualquer coisa que planta dá para crescer mais fácil. Tem terreno realmente grande. Trabalhava na fazenda aqui, plantava cacau, mamão. Ia vivendo disso. Gosto muito daqui do Amazonas.

Quais são as preocupações que o senhor tem com a alimentação?
Eu como normal hoje. Eu como muito mais peixe. Carne, só uma vez por semana. Agora, verdura e peixe, muito mais.

Qual verdura?
De tudo, né? Repolho, cenoura, alface...

Que horas o senhor acorda e dorme?
A maior parte do tempo, eu acordo cinco da manhã, e dorme mais ou menos 10h30, 11h. Relaxando para ler um livro ou assistindo um pouco de televisão. Durmo mais ou menos durante seis horas. Depois do almoço, descansa um pouquinho também. Porque aqui é muito quente, então, tem que descansar um pouquinho, senão, até de noite, não aguenta.

Há quanto tempo o senhor não volta para o Japão?
Eu praticamente agora de dois, três anos, uma vez eu vai, porque já está melhorando a situação. Antigamente, era dez anos, 20 anos. Hoje, não. Porque eu estou dirigindo coisas de caratê para o Brasil. Sempre dou curso.

O senhor viajou muito para lutar?
Sim. Em confederação, com seleção também. Em muitos países, eu passava. Estados Unidos, Canadá, França, Itália, Polônia, Espanha.

Na Polônia tem mulheres bonitas...
Bonitas, mas um pouco frias. Quem é mais quente mesmo são as brasileiras.

Yoshizo e Lyoto no quintal da casa do pai sob a placa Shin Sato (nome dos avôs do lutador, que batizaram um sítio que Yoshizo teve no Pará)
Yoshizo e Lyoto no quintal da casa do pai sob a placa Shin Sato (nome dos avôs do lutador, que batizaram um sítio que Yoshizo teve no Pará)

Por isso o senhor casou logo com Ana, uma baiana... (Na infância, Ana tinha o hábito de recortar de revistas crianças de ascendência oriental. Ela conta como foi que conheceu Yoshizo)

ANA Ele foi convidado por um professor de Salvador a dar aula numa academia. Daí, teve uma festa de caratecas e eu fui. Yoshizo ficou me olhando. Antigamente, tinha que tirar para dançar. Não chegamos nem a ser amigos. Ele chegou para mim e disse que eu seria a sua namorada. Fiquei espantada porque eu nem conhecia aquele japonês. Namoramos dois anos e casamos em maio de 74, em Salvador.

Como a senhora reage quando Lyoto vai lutar?
ANA Eu nunca vi uma luta do meu filho. Se fosse para o ginásio assistir, seria para jogar a toalha e acabar com a luta.

Além de caratê, o que o senhor gosta de fazer hoje?
Eu gosto de cavalo que pula. Tenho a cela de adestramento [começa a mostrar fotos de adestramento]. Tenho um cavalo andaluz. Fiquei treinando ele quatro anos.

Longe de Yoshizo, Lyoto sempre se refere com total respeito ao pai e aos ensinamentos por ele passados. Acompanhe agora trechos da entrevista com o campeão da categoria meio-pesado do UFC.

2º round: Lyoto Machida


Imagem: Divulgação
No UFC 104, em outubro passado, contra Shogun, a primeira (e polêmica) defesa do cinturão
No UFC 104, em outubro passado, contra Shogun, a primeira (e polêmica) defesa do cinturão

Você e seus irmãos apanhavam do pai?

A gente apanhou muito do meu pai. A cultura japonesa era isso. Ele trouxe isso.

Apanhava onde?
Na bunda. Às vezes, no rosto. Com a chinela, ele dava no rosto. Cinto. Mas, cada vez que ele batia, era amor que ele queria botar. Então, hoje ninguém tá revoltado, pelo contrário.

Agora você tem o Tayo, seu filho de 1 ano e 4 meses. Pretende aplicar esse tipo de educação?
Acho que muita coisa mudou. Meu pai não tinha uma relação de muito diálogo com a gente. E eu com meu filho não. Tenho como introduzir um caminho de diálogo.

Você conhece a sua esposa, Fabyola, desde os 15 anos...
Ela acompanhou toda a minha trajetória. Desde os sonhos até alcançar uma etapa do objetivo, que foi o cinturão [do UFC]. Eu quero muito mais do que isso.
“Apanhava na bunda. Com chinela, ele dava no rosto. Mas, cada vez que batia, era amor que queria botar”, diz lyoto sobre o pai
O que você quer?
Quero me tornar o campeão... Não mais um campeão. Quero fazer várias defesas de cinturão. Encarar outros desafios que possam me colocar realmente à prova. São questões pessoais. Quero servir de exemplo também. Não só para o meu filho, mas para a juventude, que ela possa entender que não é porque você luta que é um cara do mal. É um esporte agressivo, mas você traz a paz com essa agressividade. Você mostra agressividade dentro do ringue, mas fora você é um cara cortês, que sabe se comportar, que sabe servir. Esse é o verdadeiro lema do samurai. O samurai é um cara educado, trabalhava para o senhor, servia.

Você brigava muito quando era menor?
Brigava no colégio, só na mão, no instinto mesmo do homem. Coisa de garoto.

Seu pai incentivava?
Não… Meu pai dizia que você não pode nunca começar a briga, nunca bater no mais fraco. Sempre procurar o mais forte, então. Ele sempre ensinou assim: “Meu filho, você não pode ser covarde”.

Você e seus irmãos aprontavam muito? Recebiam castigos?
A gente aprendeu a passar trote por telefone. Um dia, aproveitando que meu pai e minha mãe tinham saído para jantar, a gente começou a ligar para umas pessoas e dar risada. Quando meu pai chegou, um dos meus irmãos falou o que fizemos... Aí ele disse que brincadeira tem limite, que a gente não pode fazer isso com a família dos outros e mandou a gente dormir na rua. Foi um choque aquilo. Pegamos lençol, travesseiro e saímos chorando, com medo. A gente foi procurar lugar pra dormir. Vimos um monte de mendigo dormindo... Voltamos pra frente da academia, tinha um jardinzinho na época. Frio pra caramba, botamos o lençol na grama e dormimos. Quando foi três da manhã, minha mãe acordou, jogou uma chave pra gente, e no outro dia fomos pedir desculpa pra ele.

Perguntei isso para o seu pai também, mas, em sua opinião, por que o caratê estava tão desacreditado no MMA?
O caratê, assim como outras artes marciais, foi criado para a guerra. Só que com a evolução, com o passar do tempo, a coisa se tornou esportiva, assim como o judô. E, com essa coisa de se tornar esportivo, criaram-se muitas regras: não pode dar cotovelada, não pode dar joelhada porque machuca o cara. Isso começou a tornar o esporte olímpico, mas pouco marcial. Essas coisas todas enfraqueceram a luta e ninguém mais treinava caratê em sua plenitude. A família Gracie bate em cima da finalização. A gente está preocupado com a essência da luta.

No seu estilo de luta, qual a porcentagem de caratê e de outras artes?
O MMA se define como uma mistura realmente. Acho que 70% do meu estilo é caratê; 30% eu uso o restante, que é o jiu-jítsu, não desmerecendo as outras artes, sei da importância delas. Caso eu caia no chão, vou ter que usar 80% de jiu-jítsu.

O que você precisa melhorar em sua técnica?
Talvez um jogo na curta distância, tipo boxe, tenho que mesclar um pouquinho mais de boxe. Preciso melhorar um pouco mais da arte de queda também. Acho importante pois enfrentamos lutadores muito fortes fisicamente, caras que vêm do wrestling. Então, para continuar sendo campeão, preciso dessas artes que me dão suporte para que eu use mais tranquilamente o meu caratê. Sem medo de cair no chão, de ser agarrado.


De quimono cinza japonês, Yoshizo cercado pelos filhos, Takeriko, Chinzo e Lyoto, no jardim com lago para carpas. Na janela, a baiana Ana, mãe de Lyoto
De quimono cinza japonês, Yoshizo cercado pelos filhos, Takeriko, Chinzo e Lyoto, no jardim com lago para carpas. Na janela, a baiana Ana, mãe de Lyoto
Na luta, você costuma colocar certa distância do oponente, e o público não gosta, às vezes vaia… Você não sente certa pressão para mudar seu estilo?
Acho que não… A partir do momento que meu golpe é conectado as pessoas passam a entender melhor meu estilo, que é realmente rápido. Às vezes não dá pra ver o golpe, então o público precisa de uma coisa mais concreta. Sempre acreditei muito no tempo e na distância da luta. Se tenho 1 t de força na minha mão, mas se eu parar um palmo antes, não adianta nada. E, se eu bater curto, não vai ser 1 t. A distância é superimportante. Não vou para fogo cruzado. Espero o momento certo pra atirar, pra não desperdiçar o golpe. Eu fui considerado recentemente o lutador menos atingido: a cada três rounds, tomo um soco, enquanto outros lutadores vão para o fogo cruzado. Isso aí é uma loteria, qualquer um dos dois pode cair.

Por isso que a meditação é parte fundamental de seu treino...
A meditação ensina a paciência – e o caratê ensina o tempo de luta e a hora de atacar.

Você conhece outros lutadores que estão investindo na meditação?
Difícil falar... Pode até ter quem faça isso, mas desconheço. Talvez nem 5% dos atletas se preocupem com esse lado. A maioria acha que o importante é só o físico. Importante é existir um equilíbrio entre o que chamam no Japão de shin, gi e tai. O shin é o seu espírito, a força interior. O gi é sua técnica e o tai, o físico. Pra você alcançar o sucesso, essas três coisas têm que estar conectadas.

O seu estilo está iniciando uma nova era no UFC?
As pessoas ficam dizendo “a era Machida começou”, mas não é assim, porque a gente quer mostrar o verdadeiro caminho da arte marcial. O MMA começou visando muito a briga de rua, visando essa filosofia, esqueceu um pouco a origem da luta, que vem dessa doutrina, que engloba mais que a força e a técnica, um outro lado que ninguém vê.

Outros atletas devem começar a perceber que é importante prestar mais atenção nesse lado...
E o próprio público que assiste também. O público que gostava muito do MMA era o público bad boy, que gostava de confusão e tal. E hoje isso tem mudado muito. Por exemplo, o Ivo Pitanguy [cirurgião plástico] deu uma declaração de que gosta muito do meu estilo. Você pode notar que existe uma mudança no público. Hoje tem criança que assiste.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Em 23 de maio de 2009, em Las Vegas, quando o americano Rashad Evans desabou na lona e deixou o título com o paraense





Fonte: Revista Trip

domingo, 24 de março de 2013

Associação Araponguense de Nyhon Karate Kyokai







Estamos em novo endereço na Rua Uru, 158 - Próximo à Biblioteca Pública Municipal.
Aulas de Karate Shotokan JKA às Terças e Quintas  das 18:30 hs e das 19:30 hs
Venham nos fazer uma visita e treinar Karate. OSS

sexta-feira, 8 de março de 2013

quinta-feira, 7 de março de 2013

R E I G I - COMPORTAMENTO EDUCADO NO DOJO

CONCEITO DE ETIQUETA SOCIAL :

São regras que possibilitam a convivência social de forma harmônica, no trabalho, nas escolas, durante as refeições, na forma de conduzir uma conversa, na maneira de vestir-se,
no envio e no recebimento de correspondências ( cartas, emails, etc.). O mais importante é ter bom senso. Nós devemos nos adaptar ao mundo e não o contrário.
Exemplos: No trabalho não utilizar a Internet para proveito próprio (redes sociais); nas escolas não utilizar o celular durante as aulas; vestir-se de acordo com o ambiente para não se destacar (peixe fora do aquário); utilizar linguagem correta no envio de emails. À mesa: guardanapos de tecido sempre no colo; regrinha do cotovelo ( sempre, às vezes, jamais ), não palitar os dentes; nos restaurantes de frutos do mar a lavanda é para limpar as mãos; usar o guardanapo antes de beber (não manchar o copo); nos restaurantes japoneses a toalha quente é para limpar as mãos; nunca desmanchar os sushis e não banhá-los no shoyu; nunca beber antes do mais graduado. Evitar o excesso de álcool. Evitar fazer morro, dois andares ( excesso de comida) no prato. Para os homens que vestem paletó, deixar sempre o ultimo botão sem abotoar e saber a diferença de terno e costume; não mostrar a sola dos pés; etc.



ETIQUETA NO DOJO
Também chamado de REIGI. São regras de conduta exigidas nas artes marcias de origem japonesa. São formas de externar o respeito e a disciplina de maneira formal. Sofre variações de dojo para dojo, quem determina as regras do dojo é o Sensei.

Palavras do Sr. Nobuyuki Nakahara Sensei: Atualmente há quatro formas de abordar e ensinar o karatê:
1- Karatê como forma de ginástica, simples programa de tonificação muscular.

2- Karate como esporte, jogo, competição, onde usa-se mascaras, luvas e o vencedor
é quem faz mais pontos de acordo com as regras de quem promove o evento.

3- Karatê como entretenimento para agradar uma grande multidão, onde a agitação e o
sangue escorrido dos lutadores agradam ao público em geral, ( UFC, Pride, K1).

4- E a quarta maneira é como uma arte marcial ou Budo (o caminho marcial ). Este é
o caminho da JKA/ NKK.

Sendo então arte marcial, é primordial e obrigatória a utilização do REIGI no aprendizado e no ensino do karatê. Lembrando que num sentido mais profundo o karatê é baseado no bushido, onde as regras de conduta do samurai eram tão importantes quanto sua
habilidade nos campos de batalha.


IMPORTÃNCIA - A Nihon Karatê Kyokai Honbu-Dojo em seus Gashukus ( 2 x por ano ) faz questão de abordar o REIGI.



1- Tão importante quanto aprender a dar chutes e socos é aprender o comportamento
adequado a determinada situação e a maneira correta de externar esse comportamento.

2- É importante saber lutar selvagemente e em contrapartida portar-se com educação e sutileza de um verdadeiro gentleman. (verdadeiro budo-ka).

3- Com as pequenas demonstrações de etiqueta e educação é que se reconhece o
verdadeiro karateca, que é diferente de um amontoado de pessoas truculentas
praticando violência gratuita.

4- Preservar o espírito de Kokufu Bunka Karatê-Dô, i.e., manter costumes do Karatê
com base na antiga tradição do Bushidô japonês. Pois REIGI é uma das sete
virtudes do guerreiro japonês : Seigi : determinação, Yuki : bravura heroísmo
Jiin : compaixão, Reigi: respeito ação correta, Makoto: verdade sinceridade,
Meiyo: honra e glória, Chugi: devoção lealdade.

5- Karatê começa com Rei e termina com Rei. Karate-dô wa rei ni hajimari rei ni
owaru koto a wasaruna. ( G.Funakoshi em seu Nijukun ).

6- No dojokun : Reigi o omonzuru-koto. Respeito acima de tudo. Importante também é saber externar esse respeito.
Cumprimentos são atos de respeito às pessoas que demonstram respeito (Y.Sasaki).

7- Formalidades no dojo similar a formalidades da vida ( pessoas com boa educação
aumentam as chances de ascensão profissional e social ).

8- Reigi ajuda com o passar dos anos a segurar e controlar as emoções: arrogância
grosseria, prepotência, soberba. Ajuda o karateca a pensar em grupo e não
individualmente. Organiza a hierarquia dos praticantes.

9- Harmoniza o grupo para um determinado objetivo.








ANTES DE ENTRAR NO DOJO :

Cuidados com sua apresentação pessoal: banhos tomados, dentes escovados, barba feita, unhas aparadas, pés limpos, higienizados e sem odor, evitar perfumes fortes.

O dô-gi deve estar limpo, com todas as tiras amarradas, não andar com a faixa pendurada no pescoço ou nos ombros.

Remover relógios, anéis, brincos, alianças, colar, cordão e qualquer outro adereço ou acessório.

Trocar de roupa em local apropriado. Chinelos com a ponta virada para a parede. Não ficar se arrumando, penteando os cabelos, na frente dos colegas e principalmente na frente do Sensei.

Não levar e consumir alimentos, bebidas inclusive água, balas, chicletes, para dentro do dojô.

Não chegar atrasado. Se isso ocorrer, permanecer em seiza até autorização p/ entrada. Seiza não é ajoelhar e também não é agachar.





PROTOCOLO DE INICIO Sensei se posiciona de frente ao Kamiza.
Karatecas que se encontram fora do dojo levantam em sinal de respeito.
Senpai comanda: Alinhamento
Seizá
Mokussô
Kaigan (mokussô yamê)
Shomen ni Rei
Sensei ni Rei
Senpai inicia o aquecimento que terá a duração de no máximo 10 % da duração da aula, respeitando assim SHIN-GI-TAI. 60,30,10.


Curiosidades:

Objetivo do Mokussô : KOKYU WO TOTONOERU, KOKORO WO TOTONOERU – ajustar, organizar a respiração com a mente ( coração, espírito ). Preparar-se mentalmente para uma intensa atividade. Desacelerar-se das atividades diárias e buscar um estado de equilíbrio. Limpar a mente ( buscar estado de espírito de Mushin ).

Tempo de Mokussô : SHIN KOKYU DYU KAI (dez respirações profundas).







PROTOCOLO FINAL
Sensei se posiciona de frente ao Kamiza.
Karatecas que se encontram fora do dojo levantam em sinal de respeito.
Senpai comanda: Alinhamento
Seizá
Mokussô
Dojokun
Kaigan (mokussô yamê)
Shomen ni Rei
Sensei ni Rei
Otagai ni Rei
Esperar Sensei sair do Dojo, levantar por ordem de graduação. Limpar Dojo.




DURANTE A AULA

1- Silencio, falar o mínimo possível e somente sobre a matéria da aula.

2- Não cruze os braços, não coloque as mãos na cintura.

3- Não encoste nas paredes.

4- Olhe para o Sensei quando ele estiver explicando algo.

5- Não questionar a aula para demonstrar erudição, conhecimento, inteligência. Você esta no dojo para aprender e não para satisfazer seu EGO. Pergunte o que realmente tem duvida.

6- Menos graduado não corrige, não chama atenção do mais graduado. Lembrando que há respeito à hierarquia mesmo entre pessoas de mesmo kyu ou dan.

7- Se você estiver com dificuldade para executar uma técnica, primeiro observe os outros, se ainda não conseguir realizá-la peça auxilio ao instrutor ou Sensei.

8- Quando Sensei estiver demonstrando um exercício, sente-se primeiramente em Seizá para demonstrar educação e respeito, após se estiver cansado sente-se em Agurá ( pernas cruzadas ), nunca estique as pernas.

9- Se estiver visitando algum dojo, tenha senso de observação. Em Roma seja um romano. Tenha sempre a mente de principiante (SHU). SHU-HÁ-RI ( defesa, ruptura, expansão, fases evolutivas do aprendizado de Bu-Dô ).

10- Para perguntar algo, primeiro formule mentalmente a questão e só após, se tiver coerência e lógica pergunte. Evite criar constrangimento para si com perguntas sem sentido ou mal formuladas. (alguém já sentiu vergonha alheia ?).

11- Mantenha a mente clara, não se apegue às palavras, capte o verdadeiro objetivo do ensinamento. Exs. Matar adversário. ( apenas conceito ). Chutar mawashi-geri como mãe-geri ( não é para criar uma nova técnica ), colocar sangue no katá ( não é para se ferir).

12- Se tiver algum relógio de parede ou similar, evite olhar para ele. Parece estar descontente com a aula.

13- Nos exercícios (katas) esperar a contagem do Sensei. Dominar a ansiedade faz parte do aprendizado. O comando de YAME deve ser obedecido prontamente.

14- Treinamento em dupla : cumprimentar olhando os olhos do adversário. Diferente do cumprimento de respeito para com autoridades, visitas, Senseis, Kamiza.




QUANDO ESTIVER SUBSTITUINDO SEU PROFESSOR

1- Karatê é visual. Falar menos demonstrar mais.

2- As aulas devem obrigatoriamente ter um horário inicial e um horário para termino. As aulas devem ter começo, meio e fim. Se não tem segurança, prepare a aula antes, ou siga um roteiro para evitar situações vexatórias.

3- Você está ensinando karatê, e não filosofia budista, xintoísta, anatomia. Você também não é um oráculo, profeta ou xamã. Ensine filosofia do budo que outros aspectos da vida virão a tona naturalmente. Cuidado para não emitir pseudo-conhecimentos.

4- Procure ensinar somente o básico, os fundamentos. Cada aluno desenvolverá sua própria habilidade. Simples bem feito derruba adversário. Golpe bonito é para tirar foto e colocar na parede.

5- Não utilizar exemplos envolvendo religiões, raças, crenças etc., evite denegri-las de qualquer forma. O mundo é uma pluralidade de idéias. Cada um...Cada um...

6- Você exige respeito e disciplina. Tenha respeito e disciplina. Hipocrisia é tentar convencer-se da própria mentira.

7- As metodologias de ensino aplicadas nas universidades, são aplicáveis ao karatê, procure se inteirar sobre elas. Ex. metodologia do ensino superior ( G.Funakoshi sempre ensinou o karate nas universidades : Takudai, Waseda, Tóquio, Keio, etc.).






IMPORTANTE

1- Não chamar professores japoneses e/ou tradicionais pelo pré-nome, mas sim pelo nome de família ( sobrenome ) seguido por sensei. Ex.; Silveira Sensei.

2- Não estabeleça contato físico com alguém de hierarquia maior que a sua, a não ser que ela inicie contato. Ex: aperto de mão, tapinha nas costas, abraços, etc.
3- Evite costume brasileiro de intimidade, sempre conserve a formalidade, principalmente com Senseis japoneses ( ele veio para ensinar e não para fazer amizade com você ), visitantes de outra academia, autoridades. Ex: abraçar para tirar foto,contar piadas, rir e falar alto, fazer brincadeiras, etc.

4- A iniciativa do cumprimento ritsurei é da pessoa com hierarquia inferior. Após assuma postura ereta demontrando atenção. OBSERVAÇÃO: existe diferença no cumprimento ritsurei para adversário e para com seu sensei e/ou autoridades. Não tirar os olhos do adversário que você poderá ser atingido, é um descuido seu. EX. Mau caráter em competições: estenderá as mãos para você que inocentemente levará um mãe geri fatal.


5- Não se influenciar por atitudes heterodoxas, ou diferentes no meio do karatê. Nosso exemplo é nosso Sensei. Ex.: karatecas utilizando tênis de taekwondo para treinar, karateca faixa preta usando faixa branca, azul ou coral, karateca dentro do dojo, trajando bermuda com casaco do kimono ( horrível ).

6- Jamais tente se impor por sua força física, qualidade técnica, habilidade pessoal fora do dojo, com palavras intempestivas, inconseqüentes e grosseiras. Não traga para o dojo os fracassos ou os sucessos da sua vida pessoal. Dentro do dojo todos são iguais.


7- Importância do Sensei em uma academia de Budo, consiste em ser possuidor de conhecimento técnico, teórico, iluminador do caminho, mas principalmente em ser herdeiro de uma linhagem de anos. Somente um sensei por academia ou grupo de academias, visando assim a unidade de pensamento e ações.

8- Hierarquia do kokufu bunka karate-do, similar a hierarquia do bushidô japonês da época dos samurais ( Imperador-Shogun-Daimyo-Samurai )


9- Lealdade do Samurai ( 47 honin ) igual lealdade do karateca perante sua academia e seu Sensei.

10- Existe uma enorme diferença em obter conhecimentos na Internet ( limitado e virtual) e processar e aplicar esses conhecimentos no dojo e na vida. ( ilimitado e real ).


11- Seja sempre um pacificador, busque a Grande Paz, procure não falar mal dos outros, não comparar pessoas, não discutir aspectos internos do dojo com visitas, não incentivar ou alimentar discórdia entre pessoas. Harmonizar sempre. O maior beneficiado será você mesmo. Ex. Katá kankudai integração entre corpo, mente e espírito.

12- O maior inimigo a ser derrotado é você mesmo, ou seja seu EGO. Vaidade, inveja, prepotência, orgulho, visão distorcida da realidade, preguiça, desanimo, etc.
Exemplo comparativo:
-Pessoas pobres de espirito ostentam seu dinheiro, seus carros de luxo, suas casas confortáveis, as viagens que realizaram, seus títulos acadêmicos, seus amigos importantes.
-Karatecas sem espírito de budo além de ostentar as mesmas coisas citadas, ostentam a força física que adquiriram nos treinos, habilidade técnica, medalhas, graduações elevadas, faixas desbotadas (ou lavadas) para demonstrar antiguidade.
São todos farinha do mesmo saco. Ou melhor dizendo acho que o karateca que teve a oportunidade de aprender ensinamentos do Budô está em pior situação. Karatê não ensina ser pobre, ensina ser humilde,





RESPEITO E DISCIPLINA

São a base de todo aprendizado do karatê e da própria vida, são “conditio sine qua non” para se atingir outros patamares do estudo da filosofia do Budô.
Ex. zanshin aplicado na vida financeira, metsuke para uma visão do todo, maai físico e psicológico, sutemi verdadeiro e não um aparente desprendimento, meikyo shissui evitando ilusão da mente, heijo shin quando surge problemas na vida pessoal, kyo e jitsu aplicado aos negócios, satori como principal objetivo do homem, etc.




Marcos Oyamada, agosto/2012.