quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Niju Kun - 5


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O PENSAMENTO
ACIMA DA
TÉCNICA

Um dia, o famoso mestre espadachim do século XVI, Tsukahara Bokuden, decidiu testar a capacidade dos seus filhos. Primeiro, chamou o primogênito, Hikoshiro, para o seu quarto. Ao empurrar a porta com o cotovelo para abrí-la, Hikoshiro notou que ela parecia mais pesada que o habitual e, correndo a mão ao longo da sua borda superior, encontrou e removeu um pesado apoio de cabeça feito de madeira deixado ali, recolocando-o cuidadosamente no devido lugar depois de entrar no quarto.

Bokuden, então, chamou o segundo filho, Hikogoro. Quando Hikogoro, sem desconfiar de nada, empurrou a porta, o apoio de cabeça caiu, mas ele mais que depressa o pegou e o devolveu ao seu lugar de descanso original.

Então Bokuden chamou o terceiro filho, Hikoroku. Quando Hikoroku, que de longe ultrapassava os dois irmãos mais velhos em habilidade técnica, escancarou energeticamente a porta, o apoio de cabeça caiu e bateu no seu topete. Em uma ação reflexa, Hikoroku sacou da espada curta à cintura e cortou em dois o apoio de cabeça antes que batesse na esteira de tatami do chão.

Bokuden disse aos filhos: “Hikoshiro, o único que pratica o nosso método de manejo da espada é você. Hikogoro, se você se exercitar e não desistir, algum dia poderá alcançar o nível do seu irmão. Hikoroku, no futuro você seguramente causará a ruína desta casa e trará vergonha para o nome do seu pai. Não devo ter alguém tão imprudente quanto você em casa”. E com isso ele deserdou Hikoroku.

Essa história exemplifica o princípio segundo o qual nas artes marciais as faculdades mentais são mais importantes do que a técnica. Aquelas se sobrepõem a esta última.

Outra história bem conhecida pode ser citada para ilustrar o princípio do “pensamento acima da técnica”. Entre os discípulos de Bokuden havia um homem com uma habilidade técnica extraordinária. Um dia, caminhando pela rua, aconteceu de esse discípulo passar por um cavalo muito arisco, que de repente o escoiceou; mas o discípulo imediatamente se virou, evitando o golpe e escapando ileso da agressão. Os espectadores que testemunharam o incidente comentaram: “Ele bem merece ser considerado o maior discípulo de Bokuden. Se Bokuden não legar os seus segredos a ele, seguramente não legará a mais ninguém”.

Bokuden, porém, quando ouviu falar do incidente, ficou desapontado e declarou: “Eu me enganei quanto a ele”, e expulsou o discípulo da escola.

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As pessoas não conseguiam entender o raciocínio de Bokuden e concluíram que não podiam fazer nada além de observar o modo como o próprio Bokuden se comportaria em circunstâncias semelhantes.

Para tanto, as pessoas amarraram um cavalo extremamente sensível a uma carroça deixada numa rua pela qual sabiam que Bokuden passaria e ficaram observando-o secretamente de longe. No entanto, eles viram Bokuden passar, conservando uma boa distância do cavalo e atravessando a rua do outro lado.

Surpresas com o resultado inesperado, as pessoas, mais tarde, acabaram confessando o seu ardil e perguntando a Bokuden a razão da súbita dispensa do discípulo.

Bokuden respondeu: “Uma pessoa com uma atitude mental que lhe permite passar negligentemente por um cavalo sem considerar que o animal possa recuar para cima dela é uma causa perdida, não importa o quanto estude a técnica. Pensei que ele fosse uma pessoa muito mais ajuizada, mas me enganei”.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ARTES MARCIAIS: UM CAMINHO ESPIRITUAL




O significado das artes marciais autênticas é a elevação do espírito. Em nossos dias, infelizmente, o verdadeiro objetivo do "Budo" tem ficado para trás... de sentimentos como vaidade pessoal, ambição por fama e fortuna ou desejo de reconhecimento público, entre muitos outros.

Com a inclusão de doutrinas como o Confucionismo, o Taoísmo e Zen Budismo as artes marciais resgataram seu sentido original e derivaram de uma conduta puramente física para um "caminho espiritual", tendo desta forma se reconfigurado um código filosófico subjacente a prática.

O Zen Budismo é o sustentáculo das maiores expressões artísticas da cultura japonesa, o ideograma "Do" (Caminho) que é acrescentado as mais proeminentes artes marciais do Japão, tais como: Kendo, Kyudo, Judo, Aikido, Karate-Do, etc... simboliza o conteúdo Zen destas artes de combate.

Segundo diversos historiadores a origem das artes marciais se perdem na poeira do tempo, porém todos estão de acordo ao afirmar que as artes marciais modernas se desenvolveram a partir da viagem do monge Bodhidharma, da Índia para a China. Bodhidharma foi 28º patriarca do Budismo, criou uma nova concepção para os ensinamentos de Buda, denominado "Dhyana" em sânscrito, expressão traduzida como "meditação".

Quando Bodhidharma iniciou a propagação do Budismo na China seus ensinamentos passaram a ser conhecidos como "Ch'an" e Bodhidharma como "Ta Mo". Alguns anos mais tarde, este método foi levado para o Japão, onde recebeu o nome de "Zen" e o mestre passou a ser conhecido como "Daruma Taishi".

Por volta do ano 525 da nossa era, Bodhidharma instalou-se no Templo Shaolin, durante este período instruiu os monges do templo na arte marcial chamada Vajramushti e adaptou os antigos conhecimentos do "Chuan Fa” (Kung Fu) chinês, dando origem ao famoso "Chuan Fa Shaolin". A partir de Bodhidharma toda a linhagem de patriarcas se reiniciou, o 6º patriarca Ch'an, "Hui Neng", conhecido como "Yeno" no Japão, teve dois discípulos que fundaram as duas maiores escolas Zen do Japão, a "Soto" e a "Rinzai".

As artes marciais japonesas foram profundamente influenciadas pelo Zen, e a principal razão para isto é que, no passado, os mosteiros Zen Budistas eram quase exclusivamente repositórios de cultura e de arte. Além disso, os monges Zen tinham a oportunidade de entrar em contato com outras culturas, sendo eles mesmos artistas, acadêmicos e místicos. Sendo assim, Zen não se limitou a esfera religiosa, mas influenciou toda a cultura japonesa, penetrando em cada fase da vida da população.

Desde a pintura, a arquitetura, a cerimônia do chá, a caligrafia, o arranjo floral, a miniaturização de árvores, a dança e o teatro, entre outras formas de arte, estão marcadas pelo Zen Budismo. Tanto que as principais características destas artes são: a simetria, a solitude, a simplificação, a economia de traços, a tendência a expressar o senso de perfeição através do feio e do imperfeito. Tais características emanam de uma percepção central da filosofia Zen, que é: "O Um está no Todo e o Todo está no Um".

O Zen Budismo enfatiza o conhecimento intuitivo chamado pelos japoneses de "Satori" (Iluminação), obtido repentinamente através da prática gradual do "Zazen". O espírito Zen, desapegado de tudo, porém presente em todas as realidades, mescla-se com freqüência ao espírito das artes marciais, alcançando grande aceitação entre os "Bushi" (Guerreiros).

No treinamento Zen budista é importante aprender a controlar as emoções, em vez de ser controlado por elas. Superar aspectos como desejos e insatisfações é extinguir o sofrimento, aprender a aceitar o mundo como ele é e alcançar a verdadeira liberdade. Para o adepto Zen, não basta ver a natureza de "Buda" em todas as coisas, é preciso realizá-la.

O Zen budismo agrega técnicas físicas e espirituais que ajudam o praticante a evoluir dentro das artes marciais, através do entendimento da justa relação entre a prática religiosa e a vida cotidiana, baseadas em um rígido código moral e disciplinar. No suor dos treinos o artista marcial adquire sobre tudo humildade e autoconfiança.

No Zen dá-se ênfase a pratica e não a reflexão, um conhecido pensamento Zen diz: "Prática e conhecimento são senão um". O importante é o aqui e o agora. As pessoas parecem acreditar que vão durar para sempre e que as coisas que as rodeiam são eternas, apegando-se assim a futilidades e valorizando padrões externos em detrimento de seu desenvolvimento interior. Porém, tudo neste mundo está em constante mudança, nada é permanente. O Zen é uma filosofia de vida que ajuda o homem a buscar sua divindade interior.

Existem duas formas de prática do Zen: o "Zazen" e o "Koan". Zazen é um exercício executado ajoelhado na posição chamada "Seiza" ou em posição de "Lótus", quando se exercita a vacuidade da mente. Koan é uma pergunta impossível de ser respondida, sem significado lógico. Sua finalidade esta baseada na "não-racionalidade" do Zen, na qual o discípulo usa a intuição que o Zen procura despertar.

A compreensão do Zen Budismo ajuda a moldar o caráter e desenvolve uma personalidade sadia. O Zen desenvolve fundamentalmente no individuo a sabedoria da arte de viver, na qual não existe hiato entre pensar, sentir e agir. A arte de viver consiste na integração do pensamento, sentimento e ação, fluindo espontaneamente num único movimento de consciência.

As artes marciais e o Zen Budismo, entre tantos outros caminhos, guardam quase como um segredo a ser descoberto a chave para abrir a porta da realização plena. Porém, o artista marcial só triunfará em sua caminhada se estiver habitado pelo "espírito", que o faz agir sem o desejo de benefícios próprios.


*** Pesquisa por: Denis Andretta - Shito-Ryu/RS

Aprenda com o Samurai



Provocações. Jamais permita que lhe roubem sua paz interior

Perto de Tokyo vivia um grande samurai, já idoso, que se dedicava a ensinar a filosofia zen aos jovens. Apesar da idade, corria a lenda que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.

Certa tarde, um jovem guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para identificar os erros cometidos pelos outros, contra-atacava com velocidade fulminante.

Conhecendo a reputação de um samurai mais experiente, pensou que poderia derrotá-lo e, com isso, aumentar ainda mais sua fama. Todos os seus alunos se manifestaram contra a idéia, mas o velho samurai aceitou o desafio.

Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultá-lo. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro apenas retirou-se, quieto.

Desapontados pelo fato de que o mestre tinha aceitado tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: “Como o senhor pôde suportar tanta humilhação? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, em vez de mostrar-se covarde diante de todos nós?”
“Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?”, perguntou o samurai. “A quem tentou entregá-lo”, respondeu um dos discípulos. “O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos”, disse o samurai:

“Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir…”

O S S

A Discussão é Inútil

A Discussão é Inútil

“Se o adversário é inferior a ti, porque brigar;

Se o adversário é superior a ti, porque brigar;

Se o adversário é igual a ti, compreenderá o que tu compreende;

Então... não precisará haver luta.”

Todos os debates são inúteis, o próprio debater é uma idiotice, ninguém pode atingir a verdade pela discussão. Todas as discussões são uma grande perda de tempo, porque provocam um clima no qual qualquer entendimento entre duas ou mais pessoas se torna insuportável, onde qualquer coisa dita é sempre mal interpretada. Uma mente que está disposta a vencer, a conquistar, não consegue compreender nada. Isso é impossível porque a compreensão necessita de uma mente tranqüila e não violenta. E quando você está lutando pela vitória, você tem, obrigatoriamente, que ser violento.

Discutir é um ato de violência. Através dele você pode até matar, mas nunca ressuscitar. Através dele você pode até aleijar, mas nunca curar. Através dele a verdade, pode ser assassinada, mas nunca recuperada. O debate é sempre violento. Nele, sua própria atitude é sempre violenta. Na verdade você não está em busca da verdade, está em busca da vitória, seja por uma argumentação mais lógica, por uma erudição maior, ou ainda pela força física ou status. Quando a vitória é a meta, a verdade é sacrificada. Quando a verdade é a meta, você pode sacrificar a vitória.

Apenas a verdade pode ser a meta; a vitória não. Quando a vitória é a meta você se torna um político. Você fica agressivo, está sempre tentando vencer o outro, esta sempre tentando dominar e tiranizar de todos os modos possíveis. A verdade não pode nunca se transformar em dominação, não pode nunca destruir.

A verdade não pode ser uma vitória, quando essa abstrata vitória significa derrotar alguém. A verdade trás humildade, modéstia. Não uma viagem em prol de sua vaidade, de seu orgulho, do seu ego, como o são todas as brigas. A briga nunca conduz ao real; sempre caminha para o ilusório, para o não verdadeiro, porque a própria sensação de vitória é estúpida! Verdade significa nem “eu” nem “você”, na discussão, ou eu venço ou você vence; a verdade mesmo nunca é vencedora.

Aqueles que estão realmente na busca permitem que a verdade vença a ambos, enquanto que os competidores esperam que a vitória pertença apenas a si mesmos, não aos outros. Entretanto, os outros não existem. Na “verdade” nós nos encontramos e nos tornamos “um”. Assim quem pode ser o vencedor? Quem pode ser o vencido? Na realidade ninguém é vencido ou vencedor.

Como você pode entender o seu oponente se você está contra ele? O entendimento é impossível. O entendimento necessita de simpatia, de participação, de calma, de serenidade. Entender significa ouvir o outro totalmente. Ao discutir, debater, argumentar, racionalizar, você não ouve o outro, apenas finge ouvir e, interiormente, fica se preparando. Por dentro, você está se armando para a próxima jogada pronto para rebater, quando o outro parar.

Na briga a verdade não é significativa. Por isso a comunhão nunca acontece; você pode argumentar, e quanto mais argumentar, mais se separará do outro. Quanto mais discutir, maior será a separação, até tornar-se um enorme abismo.

Verdade significa simpatia; verdade significa não argumentar. Você veio para ouvir, para buscar a verdade, não para discutir, você veio para entender, não para vencer. Você não veio para ganhar, pelo contrário está pronto para perder.

Pela lógica, pela argumentação, pelo conhecimento, as pessoas tornam-se alheias uma as outras, tornam-se estranhos. Como você pode achar a verdade se não consegue entender o oponente, se não é capaz de nem mesmo ouvi-lo, se a sua mente por dentro, continua brigando, discutindo? Você é violento e essa agressão não o ajudará. Todas as brigas são fúteis, nunca levam a nada.

Quando você vence com a verdade, seu oponente não é derrotado, a verdade foi quem venceu, e o outro fica feliz. Ele se sente vitorioso com sua vitória, ele participa. Está não é uma vitória sua, a verdade venceu e, ambos podem celebrar. Mas quando você derrota uma pessoa, ela nunca é vencida. Permanece inimiga. No íntimo, fica esperando pelo momento certo de reivindicar seus direitos, de correr atrás do prejuízo.

A menos que você se unifique com a vida, nunca poderá conhecer a verdade. A unificação com a vida só acontece dentro de você. Não existe nenhuma maneira de conhece-la do lado de fora. Você pode andar o mundo todo, rodar de um lado para o outro, mas nunca descobrirá a verdade. Ela está dentro e não fora.

A vida não é um problema. Se você estiver tentando resolve-la, não a compreenderá. A porta da verdade está aberta, nunca esteve fechada. Se a porta estivesse fechada, os cientistas, os políticos e os brigões de plantão encontrariam uma maneira de fabricar a chave.

A vida não é um enigma para ser resolvido, é um mistério para ser vivido, hoje aqui e agora. Nenhum tipo de briga pode ser de alguma ajuda; nem com os outros nem consigo próprio.

Quando você procura briga, você a encontra. Mesmo que ninguém o insulte, mesmo que ninguém queira brigar, você a encontra. Então não as procure, caso contrário as encontrará em todo lugar que vá. Por exemplo: De repente alguém ri, não de você, quem afinal é você? Por que você pensa que tudo é com você? Você apenas está apenas passando e, então alguém ri; logo você pensa que estão rindo de você. Porque de você? Quem você pensa que é? Você é o ilustre quem? Se alguém ri, está rindo de você? Alguém xinga, está xingando você? Alguém está com raiva, está com raiva de você? Ora! Tenha paciência, se toca, você não é tão importante assim.

Toda essa paranóia está dentro de você. Você é que é brigão, violento, prepotente, presunçoso e arrogante. Você não pode criar a arrogância, se ela não estiver lá dentro. Você não pode botar para fora a prepotência se ela não estiver lá dentro. Quando se vira um copo o que está dentro cai. Quando alguém ri você pensa que é de você. Você é o problema não aquele que ri. Você é que está carregando a raiva, ele é a penas o pretexto, se não for ele será outro, qualquer outro. Ninguém lhe faz nada, você é que se faz. É a sua história interna, o conteúdo do seu copo, que sai para fora. É o transbordar do que você está cheio.

Uma semente cai no solo, germina, e uma árvore começa a crescer. O solo, o ar, a água o sol estão dando a oportunidade. Mas a árvore já estava escondida na semente. Você carrega a árvore inteira dentro de você e, os outros apenas lhe dão a oportunidade de germinar. Agora se sua árvore é um cactus todo retorcido, feio, cabeludo, cheio de espinhos venenosos, ou uma linda flor que a todos encanta e conquista, depende do que tem dentro de você.

Quando algo acontecer, não olhe para fora, não ache que a culpa é dos outros, olhe para dentro, porque seja lá o que esteja acontecendo, tem a ver com você, somente com você, ninguém tem nada com isso. Não se esqueça que a rudeza, a dureza, a grossura e a ignorância sempre perdem, tanto que os dentes caem e a língua fica.

“Na história da teimosia, entre a rudeza e a arrogância,

É tão forte a ignorância, tão cruenta, tão mordaz,

Que a própria sabedoria de tudo sabendo tanto,

Não pode saber de quanto o ignorante é capaz”

Lembre-se do ditado: “Quando o arqueiro erra o alvo, não procura o defeito na flecha, no arco, no vento ou no alvo, procura o defeito em si próprio”.

“Realmente vitorioso não é quem vence em batalhas milhares de homens, mas sim, quem a si mesmo vence.” Dhammapada - ves. 103 - Séc. lll a.C.

Desejo que todas as coisas boas fluam para vocês, que os perigos não os alcancem, que nenhum mal os atinja, que todos possam ser felizes, saudáveis e com longa vida.

Na paz de Budha


Fonte: Taigen Karate Budo


terça-feira, 23 de novembro de 2010

A Graduação no Karate Tradicional


A GRADUAÇÃO NO KARATÊ



As artes marciais provenientes do Japão e Okinawa, apresentam uma variedade de títulos e classes de graduações. O sistema atual de graduação de faixas coloridas é o mais aceito; Antes disso, muitos métodos distintos eram usados para marcar os vários níveis dos praticantes. Alguns sistemas , recorriam a três tipos de certificados para seus membros:


SHODAN: Significando que se havia adquirido o status de principiante.


TIUDAN: Significava a obtenção de um nível médio de prática. Isso significava que o indivíduo estava seriamente comprometido com sua aprendizagem, escola e mestre.


SHODAN: A graduação mais alta. Significava o ingresso no OKUDEN (escola, sistema e tradição secreta das artes marciais).



Se o indivíduo permanecia dez anos ou mais junto ao seu mestre , demonstrando interesse e dedicação, recebia o Menkio, a licença que permitia ensinar.

Essa licença podia ter diferentes denominações como: Sensei, Shiran, Hanshi, Renshi, Kyoshi, dependendo de cada sistema em particular.

A licença definitiva que podia legar e outorgar acima do Menkio, era o certificado Kaiden, além de habilitado a ensinar, implicava que a pessoa havia completado integralmente o aprendizado do sistema.

O sistema atual que rege a maioria das artes marciais usando Kyu ( classe) e Dan (grau) , foi criado por Jigôro Kano, o fundador do Judô Kodokan.

Kano era um educador e conhecia as pessoas, sabendo que são muitos os que necessitam de estímulos imediatamente depois de haver começado a praticar artes marciais. A ansiedade desse tipo de praticante não pode ser saciada por objetivos a longo prazo.

No Karatê Shotokan, as faixas e cores são as seguintes:



Na classificação de faixas coloridas, KYU significa classe, sendo que essa classificação é em ordem decrescente.

Na classificação de faixas pretas, DAN significa grau, sendo a primeira faixa preta a de 1º Dan, a segunda faixa preta 2º Dan e assim por diante em ordem crescente até o 10º Dan (homenagem póstuma).

Em um plano simbólico, o branco representa a pureza do principiante, e o preto se refere aos conhecimentos apurados durante anos de treinamento.

Porém, nenhum título é mais conhecido que "Sensei". Mas , o que significa Sensei ?

Literalmente, SENSEI significa vida prévia, ou aquele que veio antes. Isto significa em contexto oriental, que se está ante uma pessoa com conhecimento avançado da arte e um nível de conhecimento humano elevado.

Portanto, Sensei não significa somente professor de arte marcial, mas também pessoa culta, educada e de conduta irrepreensível.


Fonte: Taigen Karate Budo


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Dachi - Bases do Karate Shotokan



Sobre o Zenkutsudachi

Eu sempre falo nos meus posts ( talvez neste eu tenha esquecido) que os treinos que eu mostro são complementares, e sempre falo que os treinos do dojo são a base de tudo. Infelizmente a maioria dos treinos que eu post são para praticastes de nível mais avançado, que já possuem um conhecimento razoável, você pode até me condenar por isso, do tipo que não penso nos menos graduados, mas muito pelo contrário, são vocês que tem a força para mudar o cenário do karate mundial , basta querer e ser bem direcionado. O problema é que se eu for começar a falar desde o básico até o avançado , posso ser confundido com um picareta que quer dar aulas via internet, e sabemos que isso não é bem visto por karateka’s sérios, então foi pensando nisso que decidi postar “uma parte do quebra cabeças”, o resto você inevitavelmente deve aprender com o seu sensei dentro do seu dojo.
Mas voltando ao zenkutsudachi, para os iniciantes, é ensinado que deve esticar a perna de trás, assim eles entendem melhor como é usado a força da “trava ” desta base, kata , kihon, e alguns treinamentos de yakusoku kumite, mas na prática, a perna de tras do zenkutsu dachi deve ser semiflexionada.
Pense bem, você deve ter aprendido que quando atacamos usamos o quadril de frente , e quando defendemos usamos lateral. O quadril lateral , além de proporcionar uma área menor para o atacante acertar, também produz o efeito de “mola” para o seu contragolpe, essa mesma semiflexão é usada na “forma de luta” ( JIU KAMAE) quando fazemos jui ippon , jiu ou shiya kumite.
Você deve ta se perguntando do porque não se ensina isso pra o pessoal desde a branca ou pelo menos da amarela, é simples, para não atropelar o treino, e para praticar ao máximo a forma bruta do movimento ( perna de tras esticada) , imagina as faixas do karate como séries de uma escola, não dá pra ensinar o conteúdo da 4º série para um aluno da 1º serie ( salvo alguns casos). Na medida que for evoluindo , o sensei vai ensinando isso a até mesmo o praticante vai entendendo através do treino de kata ,kihon e kumite, que é necessário a semiflexão.
Quanto ao calcanhar, sim não é recomendável levantar ,mas somente na transição e finalização das bases, e não na “arrancada” , se você impulsionar somente o calcanhar e não usar o peito do pé para ajudar no movimento, vai esta perdendo uma boa “explosão ” gerada pela panturrilha, note que quando pressionamos o peito do pé no chão ela contrai ( isso é usado na finalização da base kokutsu dachi).
Também é possível desenvolver uma boa explosão com o calcanhar levantado no inicio do movimento , mas isso é condenado por 99% dos karateka’s ( eu faço isso , to tentando aprender , hehehe).
Mas lembre de que quando você cruzar as pernas na transição da base e quando finalizar, os pés ( peito do pé, calcanha e planta do pé) devem ficar “enterrados” no chão!
Acho que falei muito , mas espero que tenha sido claro, isso dava um outro post, hehehe.
Uma abraço e continue participando do blog ( pra o meu bem e alegria ahuahua).

Em breve vamos lançar uma promoção pra quem participar dos comentáris.
Oss!







DACHI (Posições)

"A construção só pode construir sobre uma base forte e profundo."

Toda a arte vem de uma forte posição é tomada com absoluta segurança. Se o corpo carece de equilíbrio e estabilidade, a ação, seja ofensiva ou defensiva, não será eficaz. Para executar as técnicas com uma intensa energia, consistência e precisão, é necessário ter uma sólida e estável.

Em Karate quando se fala de posição refere-se ao posicionamento que é adotado para a parte inferior do corpo, quadris e pernas.

No estilo Shotokan posições são mais características zenkutsu-dachi (posição em frente),Kokutsu-dachi (posição para trás) e kiba-dachi (postura do cavalo).

Uma das principais características do estilo Shotokan são posições de baixo. A idéia é que quanto menor é o centro de gravidade, maior a força eo equilíbrio. Esta foi uma das principais idéias desenvolvidas no Japão durante o período de 1930 -1945 por jovens estudantes dos círculos Shotokan. O Karate tradicional posições eram altas. Yoshitaka Funakoshi parece ter sido um precursor dessa tendência. Eles desenvolveram uma maior quantidade e posições do centro de gravidade também mais baixo, alegando que eles eram muito mais forte e melhor método de treinamento.

"Os iniciantes devem treinar posições inferiores, avançado deve usar posições naturais."

O praticante de karatê está na posição correta um desafio constante. O uso adequado da parte inferior do corpo tão difícil quanto necessário.

Em muitos casos a posições rígidas e, especialmente, os movimentos do outro, pode parecer aplicativo do mundo real questionável exercícios destinados apenas para tornar mais difícil estrada mesmo do praticante. Mas no Karatê todos temos, pelo menos, uma explicação lógica , e as posições de baixo e movimentos de Shotokan não são excepção.

Os cargos de Shotokan são uma forma de treinamento. Em uma situação real que iríamos usar, não só enquanto tal, mas seria errado fazê-lo. As posições de baixo fortalecer as pernas e grandes deslocamentos sem levantar o centro de gravidade, que são caros, preparar o indivíduo a realizar outros movimentos de uma simples mais com muito mais velocidade e eficiência. Aparentemente, essa idéia foi Yoshitaka sempre tive em mente: "Quem pode ser amplamente mais com menos. "Se um karateca é capaz de realizar sem elevar a posição ampla mudança (treinamento) com a maior velocidade, o quão fácil será para ele fazer uma mudança muito menor de uma forma mais natural (situação real).

"Originalmente, as posições eram mais altos e estreitos. No Japão, as posições doskata foram muito mais profundas ea longo prazo. Na JKA, tinha um objetivo claro para fazer isso. O principal motivo foi o físico. As posições mais baixas e profunda fortalecer as pernas maior o grau. Então foi por isso que fizemos as alterações. Na verdade, as formas originais foram usados para treinar karate-ka lutar. Mas esse efeito não se sustenta mais. Portanto, as mudanças são ajustar-se melhor porque o Karate a data e aumentar o desenvolvimento físico do indivíduo. "
"Acho que a posição deve ser o mais natural possível e eu não concordo que, para aumentar o poder de uma posição que tem de se tornar artificial."

Infelizmente, vemos muitas vezes no Karate e na teoria é levada a extremos, sem ter percebido antes que, juntamente com a influência do esporte competição ocorre muitas vezes em posições tão impossível como inútil e nocivo curso. E no entanto essas posturas exagerada são vistos como "correta" e / ou "necessário".

"Eu acho que é justo dizer que os cargos indicar o local ou a direcção do centro de gravidade, ou seja, pode ser alto, baixo, frente, trás, ou central. Por sua vez, dá uma pista para o significado pretendido de a técnica associada à posição em umkata em particular.
[...]
A posição de não gerar energia, como tal, permite que a potência a ser utilizado em uma situação particular. Como a aplicação de kata tornou-se uma abstração em grande parte do Karate moderno, as posições têm uma vida própria, e idéias estranhas como " aperfeiçoamento dos fundamentos "(alheios a qualquer função real) tornaram-se sistemas de crença em si mesmos."
"Compreender o significado ea aplicação de cada posição de Karate-dodepende de quão bem eles praticam o kata".
Genwa Nakasone
Os cargos de Mestre Funakoshi em 1925
[fgkj: p.32]
zenkutsu-dachi
Kokutsu-dachi
Naihanchi-dachi
nekoashi-dachi
Yoshitaka Funakoshi
Observe o tamanho ea força de suas posições.
Os cargos de Mestre Nakayama
[nmdk]
Hachiji-dachi
Heiko-dachi
heisoku-dachi
zenkutsu-dachi
Kokutsu-dachi
kiba-dachi
Fudo-dachi
Hangetsu-dachi

Musubi-dachi (Posição da Saúde)

Calcanhares juntos, pés separados.

Esta posição é usado para executar a saudação em pé (Ritsu-rei).

Musubi-dachi

Hachiji-dachi (pés posição distante)

Os saltos estão na mesma linha.
Pés, separados por uma largura igual a do quadril, que aponta a 45 graus para fora.
A diferença de Musubi-dachi é que os saltos estão separados, e Heiko-dachi é que os dedos se dirigem para fora ao invés de avançar.

É a posição normalmente assume a posição na Yoi.

Esta posição fica com o seu nome do fato de que os pés no chão, desenhar o personagem (ji) é escrito com "8" no Japão (hachi, ).

Hachiji-dachi

Heiko-dachi (pés posição paralela)

Os pés estão separados na largura do quadril na mesma linha e para a frente.

Heiko-dachi

Heisoku-dachi (posição de pés juntos)

As pernas são retas.
Pés juntos para a frente.

Esta é a posição adotada normalmente em kamae (guardas) específicos para vários kata, como Shodan Tekki, Bassai Dai e Sho, IEVP, Jion, Jitte e Jiin, Chinte ou Unsu.

Heisoku-dachi

Zenkutsu-dachi (Advanced Placement)

Tem um comprimento de cerca de duas larguras de ombro e uma largura de cerca de um ombro largura do executor.
O peso corporal é distribuída de modo que aproximadamente 70% do que cai no pé de chumbo e os restantes 30% sobre o atraso.
O joelho está dobrado para a frente e está localizada diretamente acima do pé, o que aponta para a frente.
A perna de trás está completamente estendido quando a posição do quadril é frontal (shomen) ou levemente flexionado se o quadril posicionado lateralmente (hanmi).
O pé de trás para a frente vai, tanto quanto possível.

É uma das três posições fundamentais do Shotokan, amplamente utilizadas tanto em ataque e defesa.

Zenkutsu-dachi

Fudo-dachi/Sochin-dachi (Posição Forte)

Semelhante ao zenkutsu-dachi , mas com o peso igualmente entre as duas pernas na altura dos joelhos também é dobrado para trás. A principal característica desta posição é sólida.

Foi a posição favorita de Yoshitaka Funakoshi.

É também conhecido pelo nome de Sochin-dachi ser a posição de líder do kata Sochin.

Fudo-dachi/Sochin-dachi

Kokutsu-dachi (retaguarda)

Tem um comprimento entre um e dois ombros largos do executante.
calcanhar do pé estão localizados na mesma linha e um ângulo de 90 graus.
O peso corporal é distribuída de modo que aproximadamente 70% do que cai sobre a perna de trás e 30% sobre o avançado.
Atrás do joelho é flexionado para o exterior com a tensão. O joelho é ligeiramente inclinado para a frente.

É uma das três posições fundamentais do Shotokan, amplamente utilizado para defender, principalmente com Shuto-uke.

Kokutsu-dachi

Kiba-dachi (postura do cavalo)

Ele tem uma largura de aproximadamente duas larguras de ombro do executor.
peso do corpo é distribuído igualmente entre as duas pernas.
Os pés estão na mesma linha, com plantas em paralelo e apontando para a frente.
Os joelhos são flexionados.

É uma das três posições fundamentais do Shotokan e principal do kata Tekki.

Kiba-dachi

Nekoashi-dachi (postura do gato)

A perna de trás, flexão, suporta praticamente todo o peso do corpo.
O pé da frente suporta apenas a base dos dedos (koshi).

É uma das posições fundamentais do Shotokan , mas o Karate de Okinawa. Em Shotokanparece ter sido substituído por Kokutsu-dachi.

Aparece no kata Hangetsu, Bassai Sho, Wankan, Unsu, Sho Gojushiho especialmente emGojushiho Dai.

Nekoashi-dachi

Hangetsu-dachi (Crescente) Posição

Tensão posição de joelhos para o interior, que está entre Sanchin-dachi e zenkutsu-dachi.

É a posição fundamental do kata Hangetsu. só aparece e é usado no kata.

Hangetsu-dachi

Sanchin-dachi

A posição básica no estilo Uechi-Ryu e um núcleo de Goju-Ryu, mas em Shotokan só aparece no kata Nijushiho e Unsu.

Sanchin-dachi

Shiko-dachi

Uma das posições fundamentais de Goju-Ryu. No Shotokan não é usado.

Bases do caratê


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tachi Waza (em japonês: 立ち技 Técnicas de base?) é a parte do Caratê que se atem ao estudo e execução da forma como posicionar pés e pernas em relação ao tronco.Como a arte marcial baseia-se no uso controlado da energia do próprio lutador, bem como do enventual adversário, para poder bem canalizar essa energia (nos ataques e defesas), faz-se necessário um adequado e firme posicionamento.
Segundo a filosofia de buscar sempre a evolução, o praticante da arte deve sempre dar bastante atenção às bases, pois são elas que canalizarão a energia ao ponto focal de cada técnica: tal qual um triângulo, que se apoia numa base e tem um único ponto superior a concentrar as forças, assim o praticante deve executar seus movimentos. Um carateca experiente luta contra um adversário mas não contra a energia (Ki).
Conforme o praticante avança um pé ou outro, as bases variam entre Migui (em japonês: direita?) eHidari (em japonês: esquerda?); conforme a guarda em relação ao oponente, Guiaku hanmi (emjaponês: 逆半身?) e Oi hanmi (em japonês: 追い半身?).

[editar]Bases altas

As posturas altas do Caratê servem a dois propósitos precípuos: apresentação e execução de técnicas. Em sinal de respeito, todo lutardor deve manter-se em posturas sóbrias e firmes. Assim, por exemplo, em Musubi Dashi fazem-se os cumprimentos e reverências, pois a postura, com as pernas eretas e os pés juntos e abertos, demonstra a quem está à frente não tem intenções de ataque, ou Heiko Dachi, que demonstra ao mestre que o aluno está apto e atento a seus comandos.
Por outro lado, as bases elevadas, quando executadas em luta, estão mais conectadas às origens do caratê como arte de combate - Jutsu(em japonês: arte?) -. É que o lutador, ao enfrentar um adversário, procura sempre manter-se menos exposto e suscetível a ataques, tanto é assim que os estilos mais achegados às origens guardam a execução de técnicas em base mais altas. O próprio mestre Gichin Funakoshi, logo no início da divulgação de seu estilo, apresentava este tipo. Todavia, quando a arte marcial por razões filosóficas passou a ser mais vista como uma doutrina de evolução da pessoa - (em japonês: caminho, maneira?) -, visando mais a parte atlética e educacional, as bases mais baixas tornaram-se preferenciais.
As posturas elevadas são, por assim dizer, um ponto de partida, pois delas saem as demais bases. Ainda durante uma luta, o praticante sai e retorna para uma postura elevada constantemente, ou seja, são as posições fundamentais e na aplicação (num enfrentamento real) guardam estreita relação com as bases médias.
Um ponto fraco, contudo, reside no fato de tais posturas deixarem o centro de gravidade relativamente vulnerável, isto é, o lutador está mais sujeito a desequilíbrio.

[editar]Heisoku Dachi

(em japonês: 閉足立ち?)
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Pés e pernas permanecem paralelos e unidos[1][2]. Aparentemente simples, a postura possibilita ao lutador tomar noção mais precisa da linha central de seu corpo, o que possibilita intuir o campo de abrangência das técnicas de ataque e defesa. Todas as demais bases derivam dela, por exemplo, abrindo-se os pés em 45°, obtem-se Musubi Dachi, ou, na sequência, fazendo paralelos os pés, obtem-se Heiko Dachi e assim por diante.

[editar]Musubi Dachi

(em japonês: 結び立ち?)
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Desde Heisoku Dachi mantém-se juntos os calcanhares e as pernas, mas é feito com os pés um ângulo de 45º, aproximadamente, mas diferentemente daquela, cujos significado e aplicações são vários e dependentes da situação concreta, o escopo precípuo de Musubi Dachi é estebelecer uma consciência, estabilidade de guarda, a qual proporciona (em si mesma) proteção em várias direções ao mesmo tempo. Destarte, as relações do Budô, ao fazer cumprimentos e/ou reconhecimentos e, bem assim, no começo e no fim dum kata, são sempre feitas nesta posição, sempre pronto para um ataque. A posição é usada em saudações no início e término dos treinos.
Existe, por outro lado, um outro sentido mais amplo para a base. É que a palavra musubi é geralmente escrita com caracteres que significam para "concluir" ou "fechar", mas pode também ser escrita com caracteres que querem dizer "inúmeros" ou "infinito". Neste aspecto, portanto, o conceito da base traria consigo a conotação de infinitas possibilidades ou que o lutador está preparado para enfrentar quaisquer situações, de luta ou não.

[editar]Heiko Dachi

(em japonês: 平行立ち?)
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É uma postura bastante natural, permanecendo paralelos tanto pés quanto pernas à distância dos ombros[3].

[editar]Hachiji Dachi

(em japonês: 八字立ち?)
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O lutador assume forma bastante natural, com pernas eretas e paralelas à distância dos ombros e os pés abertos em aproximadamente 45°[1][3]. Devido a essa naturalidade, frequentemente denomina-se a postura como Shizentai (em japonês: 自然体?) ou Shizentai Dachi (em japonês: 自然体立?), cuja tradução é "postura natural". Todavia, Shizentai é mais afeta a um conjunto de postura e atitue, uma evolução natural do treinamento que começa com Kamae.

Na maioria dos estilos, assim é tratada a base, porém, no estilo Kyokushin, ela é conhecida por Fudo Dashi[4]

[editar]Uchi-Hachiji Dachi

(em japonês: 内八字立ち?)
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Desde a base Hachiji Dachi invertem-se as posições dos pés para dentro, isto é, o vértice do ângulo mudam do calcanhar para a ponta dos pés.

[editar]Moroashi Dachi

(em japonês: 両足立ち?)
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Um perna avança a distância de um pé, com abertura lateral equivalente à dos ombros.[5][6].

[editar]Sanchin Dachi

(em japonês: 三戦立ち?)
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Como Moroashi Dachi, o um pé avança somente um pé; o avançado aponta para dentro e os joelhos ficam flexionados para dentro e os pés pressionam firme o chão. O tronco fica ereto. E os quadris contraem. Contrai também a musculatura das coxas e nádegas, no fito de travar o tanden. Esta postura proporcina excelente solidez para a execução de técnicas defensivas e evazivas, que devem ser realizadas controle da respiração (Ibuki), cuja finalidade é o correto trabalho da energia, ou ki.

A estabilidade da postura é advinda da largura lateral da abertura das pernas e de sua distância e conformação dos pés, proporcionando solidez tanto na direção esquerda-direita quanto frente-trás e, bem assim, deixa o lutador em posição confortável para o giro da cintura e aplicação de golpes das pernas e das mãos. Como as pernas ficam flexionadas para dentro, outra característica da base é a proteção do ventre e da virilha.

[editar]Sanchin Shime

Alguns estilos utilizam da base como forma de testar a postura e sua resistência e também a concentração do carateca. Todos os ataques direcionados ao lutador são feitos ao final do movimento, ou seja, na base o lutador desfere um soco e exatamente no fim desse movimento é feita a verificação, quando o praticante estará em sua maior tensão.

No estilo Goju-ryu usam-se os seguintes testes:

  • Palmadas de fracas a fortes sobre os ombros. Isto verifica se os ombros estão naturais ou ainda tensos.
  • Pancadas de fracas a fortes contra as costas. Isto verifica se tal musculatura está firme. A leve retenção dos cotovelos também checam se o lutador permanece na postura correta e empregando toda a energia nos socos e pancadas desferidas.
  • Verificação das pernas. De trás, dando palmadas nas laterais dos joelhos, para assegurar se a base está solida.
  • Pressão dos dedos atrás da nuca. Tem o escopo de promover o acerto da postura.
  • Verificação da tensão de pélvis e virilha. Por trás ou pela frente, com uma pancada ascendente. Se o carateca estiver na base correta, conseguirá bloquear o golpe entre as pernas.
  • Verificação da respiração. Com golpes de fracos a fortes no estômago, isto checa se o ibuki está correto.
  • Verificação da concentração do lutador. Com o examinador (isto é, quem executa o shime) desferindo ataques sem uma padrão definido, totalmente aleatório, consegue-se testar se o carateca consegue antecipar os golpes contra si, se ele está focado na forma de per se e não nos ataques.
  • Verificação de postura. Isto é feito segurando-se os pulsos do lutador, que deverá estar com as mãos abertas, e guiando os golpes enquanto se opõe resistência.

No estilo Uechi-ryu, o carateca para um movimento numa sequência de testes efetuados logo após. Também se faz o teste por meio de golpes circulares diretamente nos membros superiores e inferiores. Nas outras escolas tradicionais, a aplicação de sanchin shime varia bastante, todavia não se submetem as mulheres ao shime com golpes diretos, principalmente por motivos de a anatomia pélvica não favorecer.

[editar]Teiji Dachi

(em japonês: 丁字立ち?)
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O apoio maior situa-se no pé traseiro, que fica posicionado num ângulo de 90º em relação ao dianteiro. O conceito é semelhante ao da base Renoji Dachi, contudo, o calcanhar do pé frontal, em caso de recuo, tocará o meio do pé traseiro. O nome da base vem da forma do caractere kanji 丁.

[editar]Renoji Dachi

(em japonês: レの字立ち?)
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O apoio maior situa-se no pé traseiro, que fica posicionado num ângulo de 90º em relação ao dianteiro; a distância entre os pés é a largura dos ombros, ficando o pé frontal apontado diretamente para frente. Caso seja necessário recuar, o pé dianteiro tem possibilidade de o fazer, tocando-se os calcanhares. O nome da base vem da forma do caractere kanji レ.

[editar]Ukiashi Dachi

(em japonês: 受足立ち?)
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Relaxamento da base Nekoashi Dashi e em muito se parece com Renoji Dashi, mas a perna frontal permanece com o pé apoiado em koshi e o peso apoia-se mormente na perna traseira.[7][2]

[editar]Bases baixas

As origens das posturas baixas remontam aos estilos de Wushu do sul da China, de Cantão, que possuem até hoje posturas bem rentes ao chão, haja vista que as artes marciais praticadas na região priorizam métodos mais pragmáticos e menos acrobáticos (em contraposição àquelas praticadas no norte do país), com ênfase em técnicas de mão potentes, chutes baixos rápidos buscando manter sempre uma posição estável e mais vantajosa em relação ao adversário. Diz uma lenda que como o sul da China tem mais pântanos e água, remava-se mais, desenvolvendo mais seus braços. Desta feita, com posturas mais baixas, liberam-se os membros superiores para agir mormente com velocidade, força e agilidade.
No Caratê moderno, as bases baixas são preferidas para treinamento, eis que desenvolvem mais o lado atlético do praticante. O escopo de tais bases é proporcionar estabilidade extra para execução de técnicas de ataque e defesa, ou para execução de técnicas específicas como, por exemplo, um soco perpendicular para baixo, que deve ser executado em Shiko Dachi.
Servem ainda para estender os ataques, isto é, saindo de uma posição alta ou média, o karateka tem como atingir seu adversário sem, contudo, perder a estabilidade e, posto que sofra um contra-ataque, tem condições de o absorver sem ter que se deslocar em excesso. Quando bem executadas, são eficazes em repeleir ataques aos equilíbrio.
Como o centro de gravidade está mais próximo ao solo, nas bases mais baixas há a possibilidade de aplicar técnicas de Nage-Waza eKatame-Waza e subjugar o oponente.

[editar]Kiba Dachi

(em japonês: 騎馬立ち?)
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Mantém-se os pés paralelos à mesma distância das bases Kokutsu Dachi ou Zenkutsu Dachi, o dobro da largura dos ombros, com o peso distribuído uniformemente, compartilhando ainda a mesma altura[8][5]. A base também é conhecida como "posição de cavaleiro" ou "posição de equitação", pois a pessoa assume a postura como se estivesse montando um cavalo.
Em que pese sua aparente fragilidade frontal, a postura é muito vigorosa lateralmente, o que propricia ao lutador bastante estabilidade para aplicação de tácnicas em paralelo à disposição das pernas, tais comoempi-uchi ou uraken-uchi.
Estilos mais velhos, conforme o tronco do carateca se posiciona em relação à feitura das técnicas, classificam a base: Mae kiba dachi (em japonês: 前騎馬立ち?), para ataques frontais; Yoko kiba dachi (em japonês: 横騎馬立ち?), para ataques laterais; Kakuto kiba dachi (em japonês: 格斗騎馬立ち?), para ataques em diagonal, ângulo de 45º. O mestre de Kempô deOquinaua Choki Motobu ensinava que a base seria a ideal para ser executada em cenários reais de luta.
A base possibilita ainda o emprego de técnicas de Katame-Waza ou Nage-Waza, o que, devido a sua solidez, ainda proporciona a capacidade de mover-se suavemente em que, lidando com quaisquer tipos de movimentos, das mãos e dos pés.
Aparece nos katas, Série Tekki, Enpi, Heian Sandan, Heian Godan, Jion, Jitte, Série Kanku, Unsu.

Origens

O berço da base Kiba Dachi pode ser rastreado até o Templo de Shaolin, onde a postura servia como base para a prátrica de todas as outras técnicas. Tal como sucede com o caratê moderno, que visa precipuamente o desenvolvimento físico, o templo estimulava a prática das artes marciais como um complemento no caminho da evoluição espiritual, assim a base era muito importante e usada para fortalecer as pernas.

[editar]Shiko Dachi

(em japonês: 四股立ち?) ou Sumô Dachi (em japonês: 相撲立ち?)
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O peso do praticante distribui-se igualmente entre as pernas. A base é muito parecida à Kiba Dachi, pero os pés ficam apontando para fora à razão de 45º, aproximadamente[9][7]. Além de a postura proporcionar a movimentação lateral da cintura e deslocamentos, há a possibilidade de o praticante também desfeir um ataque diretamente para baixo.

[editar]Kokutsu Dachi

(em japonês: 後屈立ち postura retro-flexionada?)
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A principal característica é sua estrutura semelhante à da Zenkutsu Dachi[1] mas de forma contrária, com o praticante mirando em direção ao pé de trás. Com isso, a transição para uma postura mais ofensiva é bastante favorecida e eventuais contragolpes são potencializados, pois, tanto a transição quanto o ataque tornam-se bstante muito fluidos com o giro da cintura. Ou, caso seja necessário mudar o foco para outro adversário que ataque pela retaguarda, a alteração será bastante natural. Aproveitado sua vocação defensiva, há grande proteção à articulação do joelho da perna frontal, que tem condições de absorver um ataque direto com a flexão rápida e, bem assim, contra rasteiras.

No estilo Shotokan-Ryu, a base é conhecida por alguns como Gyaku Zenkutsu Dachi e aparece noskatas Enpi e Heian Godan (tradicional); não é treinada senão na execução dos katas.

[editar]Sokutsu Dachi

(em japonês: 側屈立ち?)
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Também é uma base recuada, mas os pés plantam-se numa linha reta mas perpendicularmente alinhados, o que leva à flexão da perna lateralmente. Alguns sugerem que a postura trata-se de uma variação mais ofensiva da base Kokutsu Dachi, haja vista que ao avançar frontalmente o karateka não necessita girar o tronco, bastando esticar a perna traseira e flexionar mais a dianteira, bem como ambas as posturas são recuadas e direcionam o apoio maior na perna traseira. Tanto é assim que no estiloShotokan-Ryu recebe esta denominação[10] e aparece em vários katas. Em verdade, trata-se de duas posturas diferentes, posto que sejam contudo co-irmãs, nas quais a vocação defensiva é premente.

[editar]Nekoashi Dachi

(em japonês: 猫足立ち?)
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É conhecida como a "postura do gato", em cuja disposição favorece a relação tensão/flexão das articulações, devido ao fato de o lutador permanecer numa forma em que parece um felino, pronto para uma ação. E, posto que o peso do praticante apresenta-se pouco mais concentrado na perna traseira, estas podem rapidamente mover-se. A base compartilha a mesma abertura e posição dos pés de ukiashi dachi.
No estilo Shotokan-Ryu, a base aparece no kata Wankan; já nos Shito-Ryu, Goju-Ryu e outros em que as basses são mais altas, é mais comum.

[editar]Sochin Dachi

(em japonês: 壯鎭立ち?)
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O lutador apoia seu peso em ambas as pernas, flexionando-as na articulação do joelho. A distância entre os pés corresponde exatamente à mesma abertura das bases Sokutsu Dachi, Zenkutsu Dachi e Kiba Dachi, ao que se diz ser a base uma combinação das duas últimas citadas[11]. Trata-se de uma postura avançada e ofensiva.

A posição recebe seu nome do kata homônimo Sochin. Pero, no estilo Shotokan, é conhecida também por Fudo/Fudô Dachi/Dashi (em japonês: 不動立 Postura inabalável?), derivada de sua firmeza[4].

[editar]Zenkutsu Dachi

(em japonês: 前屈立ち?)
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O peso é basicamente apoiado na perna dianteira[12], na proporção de 60% a 70% nesta perna; de abertura longa, a distância entre as pernas e mesma das bases Kokutsu Dashi, Kiba Dashi ou Shiko Dashi. Trata-se de uma postura avançada e ofensiva. Sua estrutura é concebida para a cobertura de grandes áreas no escopo de fazer penetrar as técnicas ofensivas e interceptar possíveis contra-ataques.
Um particularidade do estilo Shotokan-Ryu é que há duas formas[13] de executar a base: uma postura velha e uma nova. Segundo as visões das linhagens mais tradicionalistas dos estilos, como Shotokan-Ryu, e Shito-Ryu, mantendo-se mais fiéis ao Shuri-Te, o pé frontal posiciona-se levemente para dentro e o traseiro, para frente, com a articulação do joelho inflexível na perna traseira, enquanto a outra (frontal) articula-se de molde a deixar a perna perpendicular ao solo, formando ângulo de 90° com o pé. Ao movimentar-se, o praticante, aprovitando da tensão imposta ao pé traseiro, aproveita essa energia impulsionando o corpo com a parte koshi do pé; para finalizar o momvimento, da base Ayumi Dachi o praticante desloca livremente a perna avançada na abertura da base Heiko Dachi até o ponto final, ainda relaxado, e, encaixando a cintura, acerta a postura, já novamente tensionada.

[editar]Forma Funakoshi

(em japonês: 船越の前屈立ち Zenkutsu Dachi do Mestre Funakoshi?)
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Depois de muito debaterem sobre o tema, o Mestre Gichin Funakoshi e seu filho Yoshitaka Funakoshi, concluíram que havia muita tensão nas articulações do joelho e do tornozelo - principalmente deste -, ao que decidiram por modificar a postura. Assim, a base deve ser executada de forma mais natural e relaxada. Todavia, em muitas partes e diversos dojos ainda se pratica a base da forma velha.

Consequência da mudança proposta é que, quando o atleta executa um passo, na forma nova as pernas fazem um movimento em linha reta, posto a movivmentação dar-se de forma semelhante à da baseSokutsu Dachi com a perna traseira, que se encontra flexionada, ficando reta, o que desloca o praticante para frente, do contrário, ao recuar, é a perna dianteira que executa o impulso, além do que a baseAyumi Dachi não se mostra mais tão clara no instante intermediário do passo. Na forma tradicional, o movimento era em forma de semi-círculo.

[editar]Bases médias

As posturas de média altura têm por escopo reunir o melhor das altas e baixas, ou mobilidade e estabilidade. Ainda que as bases altas possibilitem maior fluidez no deslocamento e as baixas, maior firmeza, durante um kumite, as bases médias mostram-se mais adequadas a uma situação de enfrentamento, pois permitem aliar as duas características e são mais naturalmente assumidas.
Filosoficamente, ensina-se que o "caminho do meio" é o mais seguro, ou seja, não se deve priorizar os extremos, nem para mais, nem para menos.
Esta óptica não é particular aos povos orientais. Cita-se, como exemplo, os ensinamentos de Moisés, no Egito, ou os do Rambam, deEspanha. De igual modo, o karateka, quando em kumite (ou qualquer outra situação), deve assumir uma base média, restar sereno, pois poderá recuar para uma base alta ou ser ofensivo numa base baixa. As bases médias o ponto de convergência das técnicas, altas e baixas.

[editar]Hangetsu Dachi

(em japonês: 半月立ち?)
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O peso é distribuído uniformemente nos pés, as articulações dos joelhos permanecem flexionados para dentro no fito de proporcionar proteção adicional, a distância entre os pés é mediana, aproximadamente a mesma deNaihanchi Dachi, e os mesmos são apontados para dentro [14].

A movimentação dentro desta postura dá-se tanto adiantando quanto recuando, e os pés fazem um movimento que lembra a forma da lua em quarto crescente, dai a sua denominação também de "base da lua crescente". A postura assemelha-se em forma e versatilidade a Zenkutsu Dachi. Devido à sua firmeza (em forma de ampulheta), é adequada tanto ao ataque quanto à defesa, com mais ênfase para defesa. A base é executada mormente no kata homônimo[5]

[editar]Moto Dachi

(em japonês: 基立ち?)
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A distância entre os pés é de aproximadamente dois pés, restando as pernas ligeiramente flexionadas e abertas lateralmente à largura dos ombros, o pé dianteiro aponta para frente e o traseiro, pouco aberto[1][15]. Nesta base na maioria dos estilos compõe-se a postura básica para enfrentamento.

No estilo Shotokan-Ryu, a base aparece no kata Heian Shodan; já nos Shito-Ryu, Goju-Ryu e outros nos quais as basses são mais altas, é mais comum.

[editar]Han Zenkutsu Dachi

(em japonês: 半前屈立ち?) ou Sho Zenkutsu Dachi (em japonês: 小前屈立?)
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Modificação da base Zenkutsu Dachi na qual, em relação à base Moto Dachi, alguns recuam ou avançam ligeiramente inferior a distância entre os pés, mantendo, contudo, a inflexão do joelho na perna traseira é reta no joelho; no entanto a divergência precípua é de que em Moto Dachi o praticante relaxa a articulação do joelho da perna traseira, permanecendo tencionada em Zenkutsu Dachi. No estilo Goju-Ryu[9], é comum. Aparece nos katas: Bassai, do estilho Shotokan; Matsukaze, do Shito-Ryu.

[editar]Naihanchi Dachi

(em japonês: 內步進立ち?)
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Os pés posicionanm-se pouco mais abertos que os ombros, mantendo-se paralelos e pouco angulados ao centro. As pernas e a linha de cintura são tensionados, baixando o centro de gravidade e flexionando os joelhos para dentro[5]. A postura assemelha-se à de equitação Kiba Dachi, a diferença é que os pés são apontados ligeiramente para dentro. O peso deve ser colocado na parte externa do pé e o centro de gravidade devem ser reduzidos. Sua estrutura, posto que não seja particularmente estável contra impulsos externos na direção frente-costa, é muito poderosa contra um ataque pelas laterais.

A base é a postura do kata Naihanchi, dos estilos Wado-Ryu[16], Shito-Ryu e Goju-Ryu. No estiloShotokan-Ryu, nos katas da série Tekki, que são os correspondentes aos Naihanchi, a base é substituída por Kiba Dachi.

[editar]Jigotai Dachi

(em japonês: 自護体立ち?)
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Semelhante à Naihanchi Dachi, porém com os pés apontando para fora em 45º, aproximadamente; as articulações dos joelhos apontam para frente. Devido a tal abertura, a base ganha estabilidade adcional, fazendo com que o lutador consiga relativo conforto quando obrigado a defletir ataques frontais.

[editar]Han Kokutsu Dachi

(em japonês: 半後屈立ち?) ou Sho Kokutsu Dachi (em japonês: 小後屈立ち?)
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À mesma abertura de Ukiashi Dachi executa-se a base na forma de Sokutsu Dachi, em que pese o nome ser Kokutsu. É mormente praticada no estilo Goju-Ryu
.

[editar]Bases de transição ou especiais

As bases de transição possuem um fito próprio, que é de assegurar ao praticante a coerência de seus movimentos, de seu deslocamento, ao garantir a estabilidade. Mesmo que o karateka esteja num instante intermediário da execução de qualquer técnica de ataque ou defesa, não pode ele olvidar que no enfrentamento de um adversário pode ser surpreendido com um contragolpe.
Há técnicas específicas para atacar uma base mal formada, exemplo do ashi barai. Assim este tipo de postura, ainda que aparentemente simples, guarda complexidade, pois evita ataques diretos à estabilidade do lutador, pois ao se desestruturar uma base, o lutador natural e inconscientemente buscará restabelecer seu equilíbrio, o que fatalmente propiciará ao adversário uma abertura de sua guarda.
Ataques e defesas são em sua grande maioria aplicados de pé, entretanto, pode haver circunstâncias em que tais posturas não se mostrem viáveis, o que demandam estar o lutador preparado para agir a qualquer momento. Exemplo, a posição Seiza, que é mais praticada em rituais, possui grande estabilidade e permite o lutador aplicar técnicas contra um advserário de pé.

[editar]Ayumi Dachi

(em japonês: 歩み立ち?)
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Fica-se ereto mas com os joelhos flexionados, baixando o centro de gravidade. Na grande parte das vezes é executada ao se movimentar,é uma postura intermediária - o que é denotado de seu próprio nome ("postura de passo", numa tradução livre)[6] -. Uma vez que o karateka deve manter-se sempre estável e não variar seu centro de gravidade ao caminhar, tanto avançando quanto recuando, executa-se a base na metade do deslocamento. Outro fito da base são o controle e a conservação da energia, evitando seu desperdício com a eliminação de variações parasitárias da altura e, bem assim, ao assimilar alguns ataques de agarramentos e arremeços (Katame-Waza/Ne-Waza e Nage-Waza).

Noutras artes marciais, como Kendô, a postura é chamada por Aymui Ashi. Por outro lado, em Caratê trata-se mesmo de uma base, haja vista que ela é usada em treinamentos de kihons ou técnicas específicas, como é o caso de mae gueri, em decorrência de o centro de gravidade já se encontrar baixo.

[editar]Kosa Dachi

(em japonês: 交差立ち?)
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O pé da frente deve ficar plantado no chão enquanto o de trás recai apenas sobre os dedos[5][3], emkoshi[17]. Normalmente, a base é usada para recuperação após um salto, mas também pode ser útil como uma manobra tática para um chute com o pé escondido, ou ti pivô evasivo. Aparece no kata Jion[3].

[editar]Kakeashi Dachi

(em japonês: 駆け足立ち?)
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O peso apoia-se numa das pernas, posicionando o pé frontal logo à frente do pé de apoio. Semelhante àKosa Dachi, porém a perna mais flexionada e apoiada sobre a ponta dos pés encontra-se na posição frontal, e sucede também de em vários estilos não haver essa distinção. Nos estilos Kyokushin,Shotokan-Ryu e outros, denomina-se de ou Kake/Kakê Dachi/Dashi (em japonês: 駆け立ち?)[6].

[editar]Kugiashi Dachi

(em japonês: 釘足立ち?)
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O peso apoia-se numa das pernas, posicionando o pé frontal sobre o pé de apoio[4], isto é, com a ponta dos pés, daí o nome da postura ("base da ponta dos pés", em tradução livre).

[editar]Tsuruashi Dachi

(em japonês: 鶴足立ち?) ou Gankaku Dachi (em japonês: 岩鶴立ち?) ou Sagiashi Dachi (em japonês: 鷺足立ち?) ou Hakutsuru Dachi (em japonês: 白鶴立ち?)
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O peso apoia-se numa das pernas[7], que fica semi-flexionada, fixando a outra com o pé atrás do meio da perna de apoio[18]. Por causa de sua similitude com Katashi Dachi, alguns tratam-nas como se fosse uma só postura[2].

[editar]Katashi Dachi

(em japonês: 硬足立ち?) ou Gisho Dachi (em japonês: ぎ小立ち?)
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O peso apoia-se numa das pernas, fixando a outra com o pé em frente ao joelho da perna de apoio[19]. É muito assemelhada a Tsuruashi Dachi[5], o que lava a alguns estilos a não fazerem distinção entre as posturas, tratando-as como se uma fossem, apenas cuidando de variação[16].

No estilo Shotokan-Ryu, a aparece no kata Enpi.

[editar]Ippon Ashi Dachi

(em japonês: 一本足立ち?)
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O peso do lutador apoia-se numa perna exclusivamente. Diferentemente de Katashi Dachi ou Saguiashi Dachi, em cuja formação a perna soerguida resta lastreada na articulação do joelho da perna firmada no solo, a perna suspensa resta totalmente "flutuante". Trata-se de uma postura de vocação defensiva e que proporciona bloqueios; serve ainda para defender a base Moroashi Dachi contra ofensivas à perna frontal.

Em que pese ser uma postura defensiva, porque a perna suspensa encontra-se livre, com esta pode-se promover um ataque/defesa para frente ou para trás (com Ushiro Gueri); pode-se também inverter a guarda aproveitando da inércia com a perna suspensa.

[editar]Katahiza Dachi

(em japonês: 形膝立ち?) ou Iaigoshi Dachi (em japonês: 居合腰立ち?)
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Apoia-se em três pontos: planta do pé dianteiro, joelho da perna traseira e ponta do pé traseiro[4].
Em Caratê, posto que seja possível a execução de várias técnicas de ataque e defesa, trata-se mais de uma base intermediária, pois serve mormente de transição ou referência, erguendo-se nela obtem-se a abertura exata das bases Naihanchi Dachi e Jigotai Dachi. Noutras artes marciais, como o Kendô, é mais explorada, posto desempenhar um papel importante na arte das espadas, haja vista que nesta posição são procedidos movimentos de Iaidô.
No estilo Shotokan-Ryu, a base aparece no kata Enpi.

[editar]Seiza

(em japonês: 正座?)
Jud-seiza.gifAjoelha-se nas duas pernas e relaxam-se as articulações do joelho

[editar]Aguraza

(em japonês: 胡坐座?)
Jud-aguraza.gifSenta-se com coluna ereta e pernas cruzadas

[editar]Kamae

(em japonês: 構え?)

As técnicas de Tachi são estudadas para aprimorar o posicionamento do corpo, com ênfase em como as pernas se alinham e os pés se plantam, a postura Kamae relaciona-se com o corpo por inteiro, isto é, como o lutador se coloca com pés, tronco, cabeça, mãos etc. para um enfrentamento. Destarte, kamae é a posição de guarda.
Trata-se em verdade de um termo genérico, segundo o contexto: quando se tratar de postura pró-ativa é Kokoro Gamae (em japonês: 心構え?); se for sefensiva, Mi Gamae (em japonês: 身構え?). Hodiernamente, os diferentes estilos (inclusive outras modalidades de artes marciais) usam o vocábulo para denominar uma postura genérica de combate, posto que haja muitas posições diferentes de preparação, apesar de se dizer que em caratê não existe kamae.

Esta postura, além de denotar como o lutador se posiciona, apontar como o lutador se comporta, seu estado de espírito, que deve estar preparado para agir e reagir conforme cada circuntância: Kamae não está no corpo mas na mente.

A posição de kamae mais básica é baseada em Musubi Dachi, colocando-se os braços retos, a mão direita direita por sob a esquerda, as palmas voltadas para baixo e os braços retos a cobrir a região da virilha, aproximadamente; a concentração está situada na linha de cintura, no centro do corpo (tanden). Sua criação na atual forma é creditada ao sensei Chojun Miyagi, fundador do estilo Goju-Ryu, após muitos anos de investigação. Esta postura, segundo o mestre, tem o fito precípuo de facilitar a rápida movimentação, para outra postura, ofensiva ou defensiva, e é o ponto inicial e final de execução de katas em vários estilos.

Existe também a postura básica de enfrentamento, ou Hanmi No Kamae (em japonês: 半身の構え postura de guarda?), a qual apresenta duas variações precípuas, uma baseada em moto dachi (mais comum no estilo Shotokan) e outra, em teiji dachi.

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Musubi Kamae

[editar]Tanden

(em japonês: 丹田?)

É a parte focal do praticante da arte marcial (não só do caratê mas quaisquer outras), isto, contudo, não signifca um conceito geométrico, não significa tão-somente o centro de equilíbrio ou centro de gravidade, apesar de a metáfora ser bem-vinda. Partindo desta óptica, o carateca fará de seu corpo o ponto central de onde e opor onde todas as técnicas de posicionamento, postura, ataque e defesa emergirão e convergirão, pois tendo um norte a seguir a pessoa não se perde nas várias técnicas possíveis diante da situação de treinamento ou de enfrentamento. O tanden possibilita o controle.

  • Kikai
  • Seika

[editar]Hara

(em japonês: ?)

Segundos os ensinamentos medicinais tradicionais de China e Japão, a área situada entre plexo solar e pélvis sempre foi considerada muito importante, posto ser um dos centros de energia do corpo, ao que se servia como área dignóstico. De igual forma o Caratê enxerga grande importância no hara. Assim, sucede que, no Japão, os termos Tanden e Hara são pouco diferenciados e de certa forma intercambiaveis.
Tanto em treino quanto em combate real ou tão-somente a concentrar-se, seguindo os preceitos das escolas Zen, a pessoa deve estar tranquila e a técnica para tal é focada no hara, na respiração, que é feita no abdômen, isto é, deve-se controlar a respiração de molde a não sobrecarregar o corpo e deixá-lo ainda mais pressionado e a se permanecer num estado desprovido de emoção.
Trata-se do ponto através do qual todo e qualquer técnica provém ou se conduz: ou um ataque sai dele; uma defesa afasta um ataque; as pernas sustentam o corpo. Se um lutador tenta executar um ataque usando apenas braço ou perna, suas técnicas serão fracas, pois energia será desperdiçada, pois usada somente pelo membro, mas, se se conseguir conectar o movimento ao hara, o corpo inteiro será usado e a técnica será poderosa.

[editar]Movimentação

Normalmente, executam-se os deslocamentos para frente e para trás, naturalmente, ataque e defesa. Também assim se faz durante os treinamentos, para a prática dos kihons. Em que pese as posturas corresponderem a uma forma ideal de comportamento, durante umkumitê o lutador fará movimentos aleatórios, o que nem sempre corresponde à realidade, da forma, isto é, numa situação real é praticamente impossível ao lutador manter ou executar uma base tal como se propõe.
Ao deslocar-se, o lutador deve manter sempre que possível os dois pés rentes ao solo ou, quando necessário, manter sempre um dos pés plantado. Ao fazer um giro, o pé de apoio deve preferecialmente girar sobre a parte kakato, mas admite-se sobre koshi também, como forma de estabelecer um eixo corporal e não se deixar perquer o equilíbrio.
Quando as bases têm abertura lateral igual à distância dos ombros, os pés deslocam-se em semi-cículo até juntarem-se em Ayumi Dachi e assim até completar o movimento. Quando se descola lateralmente, recolhe-se a perna traseira, entrando em Kake Dachi e terminando novamente na base; ou pode-se recolher a perna trazeira, entrar em Ayumi Dachi e retornar à posição inicial. Quando se faz a transição de uma base para outra, ou um passo, os ajustes finais na postura são procedidos pelo giro da cintura.

[editar]Ashi Sabaki

(em japonês: 足さばき?)

A posição de luta, ou Kamae, é de molde natural desenhada para dar a melhor combinação de solidez e flexibilidade, e bem assim quaisquer bases; é o ponto inicial e final. Lembrando ainda que o praticante deve executar movimentos fluidos, este faz os movimentos de forma a conduzir (aproveitar) a energia gerada (em tanden), fazendo-a seguir através do corpo, liberando seu fluxo de qualquer tensão parasitária.

[editar]Ashi Fumikae/Ashigae

(em japonês: 足踏み替え?)/ (em japonês: 足替え?)

Mudança de posicionamento dos pés sem que haja deslocamento em si.

[editar]Ayumi ashi

(em japonês: 歩み足?)

Deslocamento completo. Não confundir com Aymui Dashi, que é uma postura.

[editar]Chakuchi Ashi

(em japonês: 着地足?)

Deslocamento lateral.

[editar]Hiraki ashi

(em japonês: 平き足?)

A perna da frente avança obliquamente e a de trás a segue.

  • Hiraki Yose Ashi (em japonês: 平き上背足?)
  • Hiraki Kosa Ashi (em japonês: 平き交叉足?)

[editar]Mawari Ashi

(em japonês: 廻り足?)

Deslocamento com rotação.

[editar]Okuri ashi

(em japonês: 送り足?)

A perna da frente desloca-se e a de trás, logo depois, a segue.

[editar]Sashi ashi

(em japonês: 差し足?)

Cruzamento dos pés.

[editar]Suri ashi

(em japonês: 摺り足?)

É a forma natural de deslocamento, que é feita mantendo-se sempre os pés em contacto com o solo, apenas deslizando-se-os. Nalguns estilos, significa deslocamento curto.

[editar]Tenkan ashi

(em japonês: 転換足?)

Executa-se com a rotação do corpo sem deslocamento, tendo o tanden como centro. Um movimento pivotado.

[editar]Tobi ashi

(em japonês: 飛び足?)

Salto.

[editar]Tsugi ashi

(em japonês: 次足?)

Forma de movimentação na qual o pé de trás avança, mas para antes de passar o pé dianteiro.

[editar]Yori ashi

(em japonês: 寄り足?)

Deslocamento com os dois pés simultaneamente. Nalguns estilos, quer significar antinomia de Suri Ashi a designar um deslocamento longo.

[editar]Tai sabaki

(em japonês: 体捌き?)

As esquivas, ou afastamento de ataque, são um particularidade da movimentação. O escopo precípuo da técnica é (logicamente) evitar um ataque, mas de forma a dar ao defendente uma posição vantajosa, seja simplesmente deixando o opoente passar para conseguir acesso à sua retaguarda, ou o início da interceptação.
Quando-se a executar a técnica, deve-se mudar o corpo sem perder o equilíbrio nem a estabilidade, não levantando ou baixando a cabeça (altura do corpo). Da mesma forma, os giros e demais movimentos devem ser realizados em torno de um eixo ideal, que perpassa pelo corpo de cima a baixo, e tendo sempre o fim de retornar a uma postura mais estável, preferencialmente igual a que se executava antes do início do deslocamento.

[editar]Giro da cintura

Enquanto se executa uma técnica, a cintura pode-se deslocar Gyaku Kaiten (em japonês: 逆回転 movimento/giro contrário?) ou Jun Kaiten(em japonês: 順回転 movimento/giro a favor?) da direção do movimento. O que vai influir no momento é a eficiência, no sentido de executar a técnica com o maior controle e menor desperdício de energia.



Fonte: Wikipedia